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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Praga, na República Tcheca - a Pérola do Oriente



Confesso que quando eu pensava em visitar o leste europeu, eu queria mesmo era ir a Praga.
Conhecida como a pérola do oriente, a cidade dos cem domos, a Paris do leste europeu... Enfim, são tantos elogios para a capital da República Tcheca, que uma viajante, como eu, iria querer conhecer!
Franz Kafka, nascido na cidade, dizia: "Praga não deixa a gente ir embora, esta velha tem garras". Eu pensei que me derreteria de amores por ela, mas quando a conheci, entendi que os bairros cheios de atrativos (e de turistas), as ruas que parecem ter saído de filmes e aquele ar de moderno misturado ao antigo, mas, juro, fiquei um pouco decepcionada com a cidade, Mas muito feliz com a estrutura e respeito com os ciclistas.

Durante algum tempo a cidade foi pouco visitada, pois a Tchecoslováquia não era muito receptiva ao turismo. Hoje, hordas de gente de todas as etnias se misturam e se esbarram por todos os cantos.Grupos enormes de chineses (muito sem noção e sem educação) atravessam seu caminho tirando fotos como se as ruas lhes pertencessem. Um horror!

Sylvio, aquariano que é, sempre organiza as planilhas com roteiros bem legais e lista as principais atrações, fica mais fácil passear. Contudo, logo eu estrago o roteiro com as básicas “entradinhas” em todas as igrejas dos caminhos. Só não entro nas que cobram entrada. Afinal, é a casa de Deus e eu quero falar com ele sem pagar. hahahahahha.

 


Chegamos à Praga no fim da tarde. Deixamos tudo no hotel e fomos procurar o estacionamento que a recepcionista do hotel Bologna, que fica na Konviktská 263/5, Staré Město,  nos indicou como sendo o mais barato. 
O trânsito é meio estranho e o nosso mapa off line (Here), serviu maravilhosamente bem, mas nos meteu em furada por falta de atualização. Nos metemos em uma rua que por menos de 200m era contramão e o aplicativo não mostrou. A polícia de lá se materializa na sua frente, incrível! Com um segundo de contramão, lá estava o enorme policial nos mandando parar. Que susto!  Levamos uma multa de CZK 500, algo em torno de 20 euros. Menos mal.






Depois do susto e algumas voltas, encontramos o danado do estacionamento Narodni, localizado na rua Strovni – muito próximo ao teatro nacional (Národni Divadlo). Do nosso hotel eram apenas dois quarteirões.
Se você estiver de carro, atenção para estas dicas:
O centro de Praga é dividido em 3 zonas de estacionamento (FAIXAS PINTADAS NO CHÃO):
- Zona laranja: corresponde a estacionamentos de pouca duração (40 Czk/1 hora).
- Zona verde: estacionamento com limite de 6 horas (30 Czk/hora)
- Zona azul: para estacionamento de longa duração. Reservada para os habitantes de Praga 1 e empresas cujas sedes estão localizadas no distrito. Somente os carros portadores de um cartão de estacionamento estão autorizados a estacionar nesta zona.

Jantamos no divertido restaurante (Restaurace, em Tcheco) Novosmestky Pivovar. Uma cervejaria artesanal que existe desde o início do século XX. A comida é bem legal e a cerveja deliciosa. Cuidado, eles não param de colocar as canecas na sua frente. E oferecem ainda, a Becherovka. Um aguardente licoroso e delicioso. Tomei o de mel e o de ervas. O de mel desce que nem se sente... é melhor não abusar.
Os pratos na RT são bem variados. Eles comem todos os tipos de carnes e um dos tradicionais acompanhamentos se chama Knedlík. Eu comi a versão salgada. Pode ser feito com batata ou pão. Eu gostei muito. A tradução para o nome deste pãozinho é "dumpling". O jantar com dois pratos enormes, uma salada (com pepino e pimentão, kkk), quatro canecas de cerveja e três becherovkas, custou CZK 980. (cerca de 40 euros).








Praga é cortada pelo rio Vltava, e as três principais regiões turísticas localizadas à direita do rio são: Josefov (Bairro Judeu), Staré Mésto (cidade velha, onde está o centro) e Nové Mésto (cidade nova). Adorei andar por todos os lados.
Na margem esquerda estão Malá Strana (onde as construções são anteriores ao século 19) e Prazský Hrad a Hradcany (local do castelo de Praga, onde a cidade foi fundada). Tudo é muito perto.


Caminhar pela praça da cidade velha é mais ou menos como voltar cerca de 600 anos no tempo. Na época medieval ela servia como mercado da cidade. Ao longo dos séculos diversos prédios foram construídos no seu entorno, em estilo romanesco, barroco e gótico. As principais construções no local são a Catedral de Nossa Senhora de Týn e a catedral de San Vito. A antiga prefeitura, o relógio astronômico e a igreja de São Nicolau. Se não estiver disposto a pagar 10 euros por um café, não escolha os restaurantes dessa região.
Se gostar de artesanatos ou quiser comprar frutas lindas ou souvenirs, vá ao mercado de havelska. Lá tem de tudo e os preços são bem mais em conta. Não deixe de trazer as luminárias coloridas (de colocar velas dentro), são lindíssimas.
  


Gostei muito do Portão de Pólvora (acima, ao meio) - uma das construções mais famosas de Praga. Ele foi erguido no século 11, mas a construção que encontramos teve início em 1475, por ordem do rei Vladislav II. Inaugurada como o nome de Torre Nova. No século 17 ganhou o nome de Torre de Pólvora, pois o local era utilizado com paiol.
Fiquei impressionada com o tanto de gente, inclusive eu, que para na frente da elegante torre onde fica o relógio astronômico para tirar fotos dos apóstolos e caveiras que saem das janelinhas quando a hora muda.
Algumas atrações imperdíveis: o museu de Franz Kafka, Museu do Comunismo, a cabeça prateada e giratória de Kafka e o castelo de Praga! Ah, o castelo! Um dos maiores do mundo.
Curiosamente, não são os museus ou galerias de arte o que mais me encanta! Eu gosto de olhar as ruas, as construções antigas com seus detalhes, praças, pontes e história.
Para quem gosta de história: Em 1350, não existia ponte alguma ligando a cidade ao Castelo de Praga. A única que houve foi destruída por uma grande enchente em 1340. 
A ponte Carlos, construída em 1357, é linda com suas 30 esculturas – 15 de cada lado, mas é também cercada de lendas. Uma delas diz que na estrutura da ponte, para evitar que caísse, foram colocados ovos, vinho e leite. Isso garantiria sua estabilidade por muitos séculos. Verdade ou não, a ponte ainda está de pé!

Para a alegria dos milhares de turistas que lotam a passagem mais famosa da cidade e é acessível somente aos pedestres. Quando você vir multidões em volta da estátua de São João Nepomuceno, você ficará curioso! Todos fazem fila para tocar a escultura! Diz a lenda que se você tocar as duas imagens das placas que cobrem a estátua, receberá toda a sorte do mundo. Não sei se funciona, mas na dúvida dei umas esfregadelas nas placas e fiz meu pedido. Bora ver se o santo me atenderá.
Não deixe de visitar o famoso castelo de Praga! Tire pelo menos uma tarde toda para passear pelos vários prédios, jardins e claro, a masmorra. O castelo é bem diferente dos outros, ele ocupa um bairro inteiro. Seus 70 mil m2 o levaram ao Guiness Book como o maior castelo do mundo e seus 1.000 anos de história o garantiram o título de Patrimônio da Humanidade. 
    
A igreja de São Vito é maravilhosa (porta e vitrais). O antigo palácio também. Lá você vai ver a janela de onde as pessoas eram jogadas. Um show à parte é a Golden Lane. É apenas uma rua de casinhas coloridas onde moravam trabalhadores que serviam ao castelo – artesões, ferreiros e ourives (daí o nome Golden Lane), mas é bem legal. No fim da Idade Média, as pessoas eram bem mais baixas que hoje em dia, então as casas parecem miniaturas para nós (mesmo pra mim, que sou baixinha). Tem um museu com armas, armaduras e outros apetrechos que é super bacana.







O escritor Franz Kafka morou por quase dois anos na casa de número 22 da Golden Lane, onde atualmente funciona uma loja de livros e souvenirs inspirados em suas obras. Vale super a pena entrar nelas. Tem ainda o museu dos brinquedos e a basílica de São Jorge. Ah! Não esqueça de verificar o horário da troca da Guarda para não perder! 

Fora dos muros, e que eu acabei não indo, tem o Monastério Strahov. Lá você vai encontrar cultura e cerveja. Fundado no século 12, resistiu a diversas guerras ao longo da história tcheca. A parte mais famosa do mosteiro é a biblioteca, com seu belíssimo Theological Hall, que exibe influências da arquitetura italiana.
Para comer, a cidade é bem servida. Há diversos cafés, bares, cervejarias e restaurantes para todos os gostos. Perto do meu hotel havia o Café Bistrô CP1 (Konviktska, 24.Em frente a Igreja de Belém) - que era muito gostosinho. Nada demais, mas deu para fazer um happy hour, tomar um vinho e comer um petisco.

Mas a grande pedida mesmo foi o restaurante indiano Golden Tikka (Konviktska 9). O atendimento é meio demorado, mas a comida é deliciosa e barata. Nos demos ao luxo de tomar duas garrafas de vinho da Morávia, da uva Frankovka. Não era deliciosoooooo, mas era bem gostosinho. Frutado e bom para acompanhar os temperos fortes e exóticos da Índia. Um jantar bem servido, com 4 pratos, custou CZK 1.305,00 – aproximadamente R$ 180,00. Bom, né?
 

Bem, já que estávamos na R.T., nada melhor que fechar a viagem com um belo drink de absyntho!
A Absintherie (Franz Kafka Square) serve uma variedade incrível de drinks com a famosa bebida. Eu tomei um Brumble (CZK 170) e Sylvio um Strawberry Collins (CZK 170). Eu gostei mais do meu. Só me chateei por que não tomei o sorvete de absyntho.
ps. Lá tem um monte de doces e chocolates feitos de cannabis. Mas eu não tive coragem de comer. Hehehehehe
  
 


Para voar de Brasília para Praga, a Air France possui um voo que passa por Paris (você pode desmembrar o voo). Então, se achar uma passagem em promoção, compre!

Boa viagem.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Kutná Hora - República Tcheca

Na república Tcheca, as pessoas são bem simpáticas. Não fosse aquela língua louca, seria muito mais legal. Mas, apesar do sotaque mega engraçado deles, dá para se virar ,muito bem com o inglês por todo o leste europeu. 

Claro que é interessante aprender algumas palavras como, por favor, bom dia, boa noite e obrigada.  Além de ser legal aprender, é uma gentileza com os anfitriões. Baixe as línguas que você vai precisar no Google tradutor, ele funciona!

          
Após a estadia em Cesky Krumlov, partiríamos para Praga, mas descobrimos uma encantadora cidadezinha que era necessário conhecer: Kutná Hora. Hora quer dizer montanha e está presente no nome de diversas cidadezinhas. A estrada melhora bastante. O trecho de 182 km segue pela D3 (auto estrada) e passa por Cesky Budejovice - a cidade onde nasceu a verdadeira Budweiser. Cesky também é uma palavra bem recorrente nos nomes de cidades da RT. Haja criatividade! kkkk

Na rodovia, uma vez comprada a Vinhete -  que deve ficar pregada no para-brisa, a viagem seguirá tranquila. O asfalto não é perfeito como o da França, mas é muito bom. Além de tudo, não há pedágios (o que nos salva de ficar contando aquele monte de coroas tchecas). Para referência, R$ 1 equivalem a CZ$ 7.
 
O panfleto de Kutná Hora que o Sylvio me apresentou não mostrava nem um pouquinho do que realmente encontraríamos na pequena Kutná Hora. Localizada na Boêmia Central, é conhecida como a cidade de prata ou como Tesouro Nacional. Sua época de maior resplandecência foi durante os séculos XIII e XIV, graças à exploração das minas de prata. E foi com essa riqueza que o Reino Tcheco prosperou. Nem preciso contar da minha alegria, né? Além de pisar em um lugar de importância histórica, eu estava em mais um patrimônio mundial da UNESCO!
  

O símbolo de Kutná hora é o templo de Santa Bárbara. Uma maravilha no estilo gótico. Mas a história da cidade gira em torno do Vlašský dvůr, a residência de reis e casa real da moeda. Lá foram cunhadas as primeiras GROSE – moedas reformadas por experts italianos contratados por Venceslau II. Não tive tempo de conhecer, mas no Vlasský Dvúr há uma exposição de cunhagem de moeda e o museu Odhalení tajemné tváře, que mostra os subterrâneos sombrios do palácio.

Na cidade são atrações o mosteiro cisterciense antigo, o templo de Assunção de Nossa Senhora, a igreja de São João Batista e o ossuário da igreja cemiterial de Todos os Santos. (nem sonhando que eu apareço por ali)

Contudo, na minha opinião, bela mesmo é a catedral de Santa Bárbara. Ela foi o verdadeiro motivo da minha vontade de ir até lá. O prédio é uma maravilhosa obra arquitetônica. Nunca vi nada igual em termos de astral. Há uma coisa mágica por ali. sei lá...
Sou muito grata aos mestres construtores da era medieval. Eles deixaram o mundo mais bonito com essas verdadeiras joias. Eu amo igrejas. A atmosfera de paz e calmaria que tem dentro delas me faz muito bem. Com isso, afirmo que pouquíssimas igrejas me causaram o impacto que a catedral me causou. Foi surpreendente!
  

À medida que se chega perto para observar os detalhes da catedral (uma das mais famosas do mundo), ela se torna ainda mais grandiosa. Foi uma visita que durou pouco, mas a sensação que ela deixou foi especial. Geralmente, em volta de belezas históricas, há aglomerações. Ali não. Aquilo é ímpar. A paz está no ar desde os jardins que ficam atrás da igreja.


Como sou uma apaixonada por magnetos, comprei o meu e, depois de uma centena de fotos, continuei o caminho pelas redondezas. O pátio da catedral tem um calçadão cujo muro possui diversas esculturas lindíssimas e homenagens aos tombados nas guerras. Em frente a elas surge a simples e bela igreja de Sv. Jakuba (São Jaime).

O clima naquele dia estava meio chatinho e uma chuvinha começou a cair por volta das 13h30. Para fugir do frio e dos pingos, resolvemos comer em um restaurante bem na frente do complexo da catedral - Kometa. Sabíamos que a comida não seria tão boa e o preço maior, afinal, estava na cara dos turistas. Mesmo assim arriscamos. A comida não era má. Comi uma sopa de cogumelos dentro do pão. Aliás, esse prato típico, o Polevka v chlebu (sopa de cebola, batata ou cogumelos, dentro de um enorme pão, vicia). 
O preço de duas refeições bem servidas e 4 sucos de laranja: 405 coroas tchecas (CZK). Mais ou menos 58 reais. Muitooooooo barato, né?


Depois disso formos para o centro histórico onde os vestígios medievais estão espalhados. Em destaque, a Capela de Corpus Christi (que estava fechada) a Fonte de Pedra da Praça Principal (era o antigo reservatório e distribuidor de água da cidade. Nela há bicas e tanques onde as pessoas recolhiam água e também lavavam suas roupas (será? rsrs).


Eu acho que se qualquer pessoa que tiver oportunidade deve ir até Kutná Hora. Se estiver em Praga, dá para fazer um bate e volta tranquilo. São apenas 84 km.
A cidadezinha, nascida por causa da mina de prata, é uma fofura e tem macarons baratíssimos. Hehehehe

Dizem que vale a pena conhecer as adegas familiares da região. No meu caso, vai ficar para a próxima. Meu tempo estava corrido e ainda precisava chegar a Praga para fazer o check in no hotel Residenze Bologna. Aliás, um ótimo hotel e com bons preços. Ele fica super bem localizado, dá para fazer tudo a pé (que é o que faço).


O vinho local leva a marca BIO desde 2009. A trilha educativa do vinho o levará da praça de Kutná hora até as vinhas perto de Sukov. O percurso mede 6 quilômetros e liga o centro histórico de Kutná Hora com as vinhas.

Uma das maiores atrações da cidade, que eu disse la em cima que não vou nem pau, é o Ossuário de Sedlec (Kostnice Sedlec). Não satisfeito em ser um depósito de ossos, fica no Cemitério de Todos os Santos (Hřbitovní kostel Všech Svatých). Coisa mais macabra visitar um local cuja decoração foi feita com mais ou menos 70.000 esqueletos! Tô fora.
Mas para quem gosta, os ossos enfeitam a tal capela de forma sinistra. Diz a lenda que um dos abades da cidade viajou até Jerusalém e, na volta, jogou areia da Terra Santa no local. Assim o cemitério se converteu no Campo Santo mais antigo da Europa Central. Com isso, o interesse em ter uma sepultura e enterrar os familiares naquele cemitério cresceu. Depois da peste e das guerras dos hussitas, o local já reunia mais de 70 mil mortos. O0

Muitos e muitos anos depois, o arquiteto Jan Blažej Santini Aichel construiu o ossuário em estilo típico do gótico barroco. Mas o que chama atenção histórica foi o fato de František Rint, um artista (maluco) ter criado peças decorativas como candelabros, guirlandas e colunas de OSSOS. O que para mim significa alma penada. Brrrrr  =(

DICA

Se você estiver em Praga sem carro, (bom saber que as diárias de estacionamento custam entre 18 e 40 Euros por dia) e quiser ir a Kutná Hora, pode comprar um pacote pela internet (24 horas são suficientes). A empresa Red Umbrella e a FrePrague Tours (www.walks.cz), podem ser uma boa. A Guia de Praga (www.guiadepraga.cz), possui com guias que falam português. A viagem de trem custa entre 36 e 106 coroas (CZK) e dura mais ou menos uma hora.

Não esqueça uma coisa: no leste europeu faz frio e calor, sol e chuva tudo junto e misturado. Estejam precavidos!

Outra coisa: Prepare o nariz. Como aquela gente fuma! Eca!

Boa viagem!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

República Tcheca: Cesky Krumlov

        Medievalista. 
É assim que eu me considero. Juro que gostaria de ter estudado para trabalhar apenas com as coisas relativas ao período medieval. 
Castelos, cidades fortificadas, muros, fossos, roupas, armas... Adoro!

Eu nem sei como foi que eu descobri a pequena Cesky Krumlov, mas desde que pensei em ir ao Leste Europeu, eu a incluí no meu roteiro.
O caminho de Bratislava para lá é meio complicado. Tivemos de voltar quase a Viena para  pegar a estrada - que é boa, mas é mão dupla e um tanto estreita em quase todo o percurso. Verde, muito verde! uma deliciosa surpresa essa. A paisagem é muito agradável.
São 325 km e praticamente se atravessa a Áustria pela A1, em direção a Linz - a última cidade "grande" antes de atravessar a fronteira.

Em Linz havia alguns locais para comer, mas em viagens low cost, quanto menos entrar em restaurantes, melhor. rsrsrsrsrs
A fome bateu e como faltavam menos de 90km para Cesky, paramos no supermercado e compramos nossas saladas e sanduíches. Essa é uma das coisas que mais gosto na Europa: encontrar nos supermercados, a preços baixíssimos, vários tipos de saladas e de sanduíches deliciosos. Com 10 euros você come e bebe muito bem.



Entrar na República Tcheca foi interessante. Diferente da Eslováquia, ela tem um relevo diferente nesta região. Apesar da pequena distância que separa a fronteira de Cesky Krumlov, a viagem pode ser bem cansativa. As estradas estreitinhas e cheias de curvas obrigam a redução de velocidade. Foram cerca de seis horas de viagem, o que na Europa é muito para tão poucos quilômetros.

O clima também estava bem diferente. Mais úmido e menos quente que na Áustria e em Bratislava. Na verdade, choveu e fez frio. Quando entramos na pequena medieval cidade, caía uma chuva fina e o clima estava bem gelado. Confesso que fiquei meio desanimada. Só passaríamos aquele dia e noite lá, a chuva ia atrapalhar o passeio... Mas a chuva parou e o passeio foi bem legal. 

 




Cesky Krumlov é daquelas cidadezinhas que você nunca mais vai esquecer. Ela tem uma magia e um cheiro maravilhoso de Tredlnik. 
Dizem que Cesky Krumlov foi mencionada como cidade pela primeira vez em documentos do século XIII ainda com o nome de Chrumbonowe
A cidade fica às margens do Rio Vltava e construída em torno de seu enorme e peculiar castelo e, segundo a UNESCO. 
Existem menos de 15.000 habitantes (eu até moraria lá, rsrs). O seu castelo é o segundo maior da República Tcheca, perdendo apenas para o complexo do castelo Hradcany de Praga. Dizem que o castelo foi sendo aumentado com o passar dos séculos, misturando elementos Góticos, Renascentistas e Barrocos em sua arquitetura. O impressionante é que na enorme construção há detalhes belíssimos espalhados pelas paredes internas e externas. Maravilhoso.
Eu e o Castelo de Cesky Krumlov

Curiosidade: Além de ser enorme em comparação à cidade e de ter histórias de assombração ligados à ele, o castelo de Cesky Krumlov ainda tem outra peculiaridade: os animais de estimação oficiais do castelo são ursos, com sorte as pessoas podem vê-los tomando banho de sol ao pé da Torre do Castelo. 
A cidade é minúscula, então, a grande diversão é passear pelas ruelas, ver vitrines e o artesanato local.
O passeio pelos Jardins do Castelo é imperdível e fica na parte mais alta da cidade e tem uma vista linda. de cima dá para observar o contorno que o rio faz no centro histórico. 
  

     
Descendo do castelo logo se atravessa a ponte que cruza o rio. às margens existem diversos restaurantes bacanas. Vale a pena sentar e tomar uma verdadeira cerveja Tcheca -  a Eggenber é da cervejaria da cidade ou a Budweiser (a original). Mas esqueça os vinhos, eu não gostei de nenhum. 
Para comer eu escolhi sopa, estava frio. Mas as carnes são boas e o Hermelin nakladany v pepri, um queijo camembert marinado no azeite e pimenta pode ser boa pedida. 





Old Bohemian Fest, com coelho
Andando mais um pouco está a Praça Central da Cidade. É nessa praça que está o Escritório de Informações Turísticas e vários Restaurantes. Alguns deles têm o interior ainda com a aparência da Idade MédiaNa vila existem um mosteiro, uma sinagoga e uma igreja com tesouros da arte Sacra. Muito bonitos.

Dicas: Se você gosta de sourvenirs, procure os de madeira, de palha, de cera de abelha ou de pão de gengibre (yep, gingerbread), pois esses são os itens mais autênticos da região.

A hospedagem não é cara. Dependendo da época do ano, podem ficar mais ou menos baratas. Reservei com antecedência, por isso, mesmo sendo alta estação, ainda peguei bom preço. O Hotel, como quase todos por lá, ficam nas antigas casas e podem ser pequenos. Fiquei no Pension Marie, bem perto do centro histórico, mas não no burburinho. gostei.

Os restaurantes que fui: U Dwau Maryi (Parkan 104) e Papa's Living Restaurant (Latran 13) - cuja administração é familiar 

Tudo é maravilhoso, aproveite a cidade e o clima de antigamente que ela possui. Mas não deixe, DE FORMA ALGUMA, de comer o tradicional pão enrolado e assado na brasa - o Trdelnik! Meu Deus!!! Que negócio delicioso e viciante. O maravilhoso cheiro do Trdelnik entra na sua alma e fica. Dá água na boca só de pensar naquela maravilha polvilhada com açúcar e canela...
Trdelnik, massa de trigo recoberta com açúcar e canela ou qualquer outra coisa que queira. Inclusive Nutella (eca)!
custam 50 coroas (2 euros) Me apaixonei.