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Abismos de Tatiana - Uma história real sobre bipolaridade, abusos e Traições

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O meu quarto livro,  "Abismos de Tatiana"  está chegando. A sua leitura vai deixar marcas profundas no leitor, pois a obra não se comporta como uma biografia convencional, mas como uma investigação sensível da resiliência humana diante de falhas sistêmicas e pessoais. A Escrita como Ato de Denúncia A primeira impressão é a de que a narrativa foi construída com uma urgência quase física. Eu, autora não busquei apenas contar uma história, mas oferecer um canal de vazão para uma experiência que foi sufocada pelo silêncio por décadas. A escrita é direta e corajosa, despida de eufemismos para tratar de temas que a sociedade muitas vezes prefere manter "entre quatro paredes". O Labirinto da Saúde Mental O livro oferece uma perspectiva rara e necessária sobre o Transtorno Bipolar. A impressão que eu desejo que fique é a de um labirinto: a exaustão de viver sob diagnósticos equivocados, o peso de medicações que nublam a identidade e o preconceito/isolamento causado pelo est...

Órfā

  Chegou como um raio de sol outonal: - Cálido, luminoso, benfazejo e lindo. Entrou pela janela dos meus sonhos e Aqueceu minh'alma gelada e desfeita. Ofertou-me sorrisos e abraços calorosos Me fez desejar novos dias e lindas noites. Passou pela porta, reuniu meus pedaços e Costurou os retalhos dessa minha existência esfarrapada. Tomou meu coração com seus olhares fortes e sua voz firme, Deitou-me sobre as mais lindas rosas, Inebriou-me com seu perfume e Transformou descrença em esperança. Como chegou, partiu. - O meu coração. Os olhares que quebraram as pedras do meu peito Se desviaram do meu caminho deixando o abismo. Fez dos meus olhos secos, oásis. Minhas mãos, Que tanto amaram acariciar aquele corpo-veludo, Quedaram ressequidas, sem vida. E eu, Órfã de um amor que nunca existiu...

Anseios

  Ah, como eu gostaria que seus ouvidos escutassem o que dizem os meus olhos.... Haveria tanta paz no nosso viver, haveria tanto Amor no nosso Amor... Ah, como seria bom se o seu coração batesse no compasso do meu.  Se a sua boca me beijasse como eu te beijo. Ah, como seria lindo se os seus desejos se encontrassem com os meus nas esquinas dos nossos dias. Se os nossos sonhos fossem os mesmos e as tuas metas fossem as nossas metas. Ah, como seria encantador ter os meus dias bordados com as tuas noites.  Ter tuas pernas tricotando as minhas e teus dedos desenhando os meus sorrisos. Ah, como seria perfeito descansar no teu peito, com o meu ouvido escutando as batidas fortes do teu coração acelerado de prazer.... Ah, como seria bom te ter em mim...

Oração

 Quando abro os meus olhos pela manhã, sinto falta da sua presença. Durante o dia, te procuro. Te busco entre as pessoas, nos passantes e nos motoristas. Confundo vozes e pegadas. Escuto suas risadas em outras risadas e sinto teu cheiro em outros perfumes. É no meio da rua que eu me sinto menos só.  Quando estou sozinha, a solidão declama teu nome. Todos os lugares são vazios, como se fossem feitos para você e eu. Me distraem as nossas lembranças. Relembro nossos momentos como um filme. E me ponho a te esperar. Te espero da hora que acordo até o a hora de dormir. Mas você não chega. Eu adormeço terrivelmente cansada e triste.  Imploro ao meu Deus que te traga para mim. Que te coloque nos meus braços e te deixe aqui ao meu lado. E que você permaneça. Que me sinta e me dedique os seus sorrisos.  Eu escrevo, suplico, escrevo e espero que você leia. Que saiba do meu amor e minha saudade. Rabisco estas letras na inocente esperança de que elas te encontrem. E que ao começa...

Foi assim

  Foi assim... ... Seu instante se tornou a minha hora, Seus sorrisos floresceram os meus, Suas palavras cultivaram o meu coração. Você frutificou a terra ressequida de outrora, Derramou sol nas minhas sombras, E aqueceu meu gélido ser. Foi assim, Meu Bem, Que você passou de um olhar e de uma lembrança distantes, Para um querer tão perto... Tão necessário, Tão Meu...

A morte em mim

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 Todas as vezes que tentei morrer,  Não era a minha vida que eu queria tirar. Queria matar a morte que vive em mim. Que me despedaça, que me dá engulhos, Me desespera e me bate contra a parede de concreto. Existe uma dor em mim. Tão, tão grande, que não cabe no meu peito, não cabe numa caixinha de remédios, nem na caixa de sapatos.  A dor de morte que vive em mim, trabalha espreitando. Quando menos espero, ela solta a magia da tristeza profunda, me joga no leito e me arranca lágrimas sem sentido. As mortes que eu, quase, morri, não eram para levar o meu corpo físico. Eu só queria que a dor de viver acabasse para eu acordar feliz.  Mas a morte é traiçoeira e poupa as pessoas que têm dor. Ela não quer sofrimento no seu departamento. Se é pra morrer, diz dona morte, morra feliz….

Mergulho

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  O escuro fundo se aproxima dos meus olhos. Já não há volta. Não há luz. As profundezas desse desconhecido mar ocultam minhas lágrimas.  Sufocam minha voz.  Oprimem o meu peito. O mar, que antes me fazia tão contente, roubou meu sorriso. As águas revoltas entortaram meus joelhos e me jogaram na areia.  Redenção? Já não há. Não existem saídas nem respiração.  Sinto-me afogada nos meus próprios sonhos. Nas minhas próprias esperanças. Já não há felicidade com o por do sol. Meus olhos não encontram nem mesmo o prazer fugidio dantes tão fácil de alcançar.  Penso em me deixar levar pelos cachos coloridos das ondas que me acertaram. Já não vejo o mundo. Tudo está imundo. Úmido. Triste e sombrio. Já não há água doce que alenta. Apenas o sal que lacera meu coração e minha pele. Já não há vida. Há apenas um corpo que boia aguardando resgate…