terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Um longo tempo

Há tempos não publico nada por aqui.

Hoje, eu decidi escrever este texto, que talvez, algumas pessoas não compreendam o que eu quero deixar como mensagem.

Eu não sei se você, que está lendo isso agora, já fez ou faz parte da minha vida. Se me conhece ou nunca ouviu falar. Não importa, você está aqui e eu gostaria que você respondesse, para você mesmo, muito sinceramente: você é feliz com suas atitudes? Com o que você tem? Com a forma em que trata as pessoas?
Você tem amigos???

Se você me conhece, sabe que eu sou uma pessoa que conhece muita gente e não possui quase nenhum amigo. É a minha escolha. Mas ela já foi diferente.

Contudo, ao longo da vida perdi pessoas e me perdi de outras. Me afastei, se afastaram de mim. Algumas nem chegaram a se aproximar, nem eu delas. Talvez tivesse sido diferente, se minhas escolhas tivessem sido outras. Mas eu não sei e nem saberei.

Cheguei a considerar certos “amigos” para depois descobrir o meu grande equívoco. Contei com ombros errados e quebrei a cara muitas vezes. Já me decepcionei. Mas sei que também decepcionei pessoas.

A vida me decepcionou muito. Quase a maior parte da minha existência, mas o tempo foi generoso e me fez perceber que nada, nenhuma alegria e nenhuma dor duram para sempre. Hoje, eu me importo muito pouco com o que fazem de mal para mim. Agradeço o que fazem de bom e sigo em frente.
Olhar para trás não é opção. 
Não há espaço para choramingo. O que realmente interessa é ser feliz e fazer o bem.

Nesses tempos de amizades virtuais e superficiais, eu não busco nada senão o bem-estar daqueles que eu amo.
Não me importo com números de leitores,nem de seguidores. Eu não vim ao mundo para ser seguida. Se alguém quer saber de mim, eu existo além dos espaços cibernéticos.
 E você? Quem você é longe das telas? Você faz o que diz? 
Você realmente faz diferença?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O tempo....

Quase perto da meia noite, 
Quase no fim de mais um mês,
Reflito com certa tristeza na horas e 
Nos calendários que correm incessantes dia após dia.

A cada dia que termina, 
E a cada noite que nasce finalizando a minha jornada fria.
Pergunto-me se fui eu quem não acompanhou,
Ou se foi o tempo que correu rápido demais...

Percorro em silêncio as notas do meu lamento.
Questiono minhas estradas para descobrir 
Se sou uma órfã das gargalhadas das crianças,
Ou apenas sinto que perdi meus filhos que crescendo...

Como é que se chama alguém que perdeu a si mesmo?
Nem às segundas, nem às quartas.
Nem agosto, nem novembro.
O único tempo que quero ter antes de cerrar meus olhos
É o que ouvirei as risadas dos meus filhos e dos seus filhos...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Reflexões

Ainda haverá um tempo
Em que toda dor e todo ardor 
Serão consagrados.

Ainda haverá dias em que o sol mostrará a beleza do calor
Para quem bendiz o frio. 
E vice-versa.

Hoje, depois de tanto andar e procurar, sinto-me livre.
Liberta das mentiras, das falsidades e das inverdades.

Hoje, sou ser etéreo,
Passivo e ativo entre as realidades.

Me desculpem, amigos, se hoje não cito nomes
E nem sinto vidas
O que me mantém viva, apesar do amor de poucos,
E o aconchego da minha família.....

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Intensidade

Maravilhoso texto de, Débora Izzy, para quem sabe muito bem, como eu, o que é viver a vida em plenitude e intensamente:

- A minha vida inteira eu sempre fui intensa em tudo. Relacionamentos entre amigos, namorado. Ser intensa já me custou noites em claro, acordando de madrugada enquanto a cabeça não parava. Porém, ser intensa já me proporcionou o outro lado da moeda, momentos incríveis e com pessoas que naquele momento também eram incríveis.


Ser intensa é ir atrás do que quer, não importando as circunstâncias. Ser intensa é dar a cara pra bater não importando a dor. O problema é que quase ninguém está preparado para nós, os intensos. A gente quer pra ontem e embarcamos nos mais profundo dos sentimentos. Amamos com a alma, colorimos o cinza e trazemos um mar de agitação para a vida das pessoas.


Se a gente quer, a gente tenta. Vamos atrás, escrevemos textões românticos feito para a pessoa amada, falamos verdades em cima de verdades, demonstramos qualquer mínimo de sentimento. Não espera menos de uma pessoa intensa, porque não vai ter. Somos profundos.


Porém, a gente parece sofrer o dobro. É porque não amamos pela metade, amamos por inteiro. E quem hoje em dia ama assim, né? Só que ser intenso é também ter força pra levantar de uma queda e viver tudo de novo. Incrível a força que nos rege. Temos esperança no amor e acreditamos nele.

Sabemos que se não der certo hoje, amanhã vai dar.


A gente se doa, sofremos, levantamos e vivemos de novo.


Ser intensa é problema? Depende. Eu prefiro viver com a certeza que tenho capacidade de amar, do que viver sendo apática aos sentimentos mais lindos e profundos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A - gosto

Dos cachorros loucos ou do desgosto. Eis que finda agosto.

Uma nova primavera se anuncia, é setembro e isso em nada me alivia.

O peito derrama lágrimas de um passado, que me atormenta, me desorienta.

A primavera vem chegando, e nomeou corpo se sente, se ressente. 

E eu, que amo as flores, me perco na primavera, porque sou nascida no inverno. Minha certidão anuncia o frio, o inferno, o vazio.

A primavera se anuncia e minha Alma renuncia. Eu amo flores, mas meu corpo, morto, não deseja essa alegria. Essa epifania.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Plágio

Eis que me vi entre as mais altas ondas,
Talvez, se eu tivesse aprendido a nadar,
Eu conseguisse me salvar.

Me deixei levar pelas águas revoltas,
Boiando em meio aos desespero, segurei-me nas mãos do meu Deus,
As ondas se acalmaram lentamente,
E também acalmou-se o meu coração.

Ao fim da tempestade, em meio aos escombros
Surgiu um novo Eu.
Colecionando sorrisos, desejos e atrevimentos.
Desfilando pela vida e esbanjando alegrias esperançosas.

Despi-me dos olhares de reprovação e me vesti de liberdade.
Dancei, linda, sobre o tablado montado por quem não ousa ser dono de si.
Entendi que a vida é apenas um grande clichê e 
Toda a gente só sabe viver de plágio,

A viagem mais recente

Um longo tempo