terça-feira, 20 de junho de 2017

algumas notas

Eis que o destino finalmente nos trouxe aqui.
Somos dois, somos um. Somos cada um.
Atados em laços sem nós e laçados em nós.

Caminhamos juntos, sem falar, sem orar,
Apenas nos colocamos lado a lado, sem olhar,
Sem esperar. Aguentando o tempo passar.

Eu tinha necessidade de ir,
Você veio.
Eu preciso de movimento,
Você de calmaria.
Eu tenho urgência de viver,
Você consegue esperar.

Eu não consigo engolir a dor,
Quando você finge que não a sente.
Eu não me demoro onde não há sol.
Você busca a sombra.

Eu sou o giro,
Você é o sol...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Nude

Pediram um nude, meu coração enviou um poema. 

Tempos depois descobriu que o pedido era de um nude de corpo e não de Alma...


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ah, Amar

Não é fácil e nem deve ser.
Amar não é para qualquer um.
Pessoas rasas encontram um eco no peito
Quando falam em amor.
E caem em seu próprio abismo quando afirmam não amar.

Eu sequer sei se sei amar,
Apenas atrevo-me a dizer que amo o Mar.
Amo a solidão dos dias de mim comigo
E a falta de respostas quando minh'alma está emburrada.

Amo o céu e a lua.
Da mesma forma que amo as tais profundidades.
Não da água, sim aquela encontrada dentro dos nossos rincões secretos,
Onde não existe quase nada, nem ninguém..
A não ser o que você deixa por lá.

Eu não sei o que é amor,
Mas gosto da ousadia que é pensar que sei amar.

sábado, 27 de maio de 2017

O céu e eu

Tivemos uma conversa.

Contei notas e lorotas.

Falei que adoro viajar e adoro ficar sozinha.

Perguntei ao céu se ele tem medo de ficar sozinho.

Ele me respondeu que está sempre só apesar de ter tanta gente olhando para ele.

Eu então contei que amo viajar pelo mundo e por dentro de mim.

O céu disse que nunca vai a lugar algum...

Então, eu o vi chorar.

Triste por sua tristeza de não ser livre,

Fui dormir chovendo e acordei cinza.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Presente

E eu,
que nunca fui de sorrir,
Nunca me entreguei por inteiro,
E sempre esperei o pior,
Me vejo completamente abençoada.

Eu,
Que esperei por toda a vida,
Que nunca precisei de muito,
Sempre me bastou o sopro,
O sumo, a esperança.

Eu,
Que sempre mantive o grito silencioso,
As palavras ausentes,
Me contentei com o barulho alheio,
E com a alegria fugidia,
Sempre me feri com e pelas pessoas.

Hoje,
Tenho em mim, a felicidade suprema,
O sorriso sincero,
O coração ameno
A porta aberta.

Talvez, diante de tanta dor contida,
A vida resolveu me presentear
Com uma janela cristalina,
De onde contemplo o Amor
Que nascem dos teus olhos castanhos-mar...

A viagem mais recente

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