Eu não contava com teus olhos mergulhados na minha taça,
Nem com o teu corpo encurralando meus desejos.
Me fazendo desejar só a ti,
Me derretendo por inteira com um toque inocente.
Eu não sonhava outra vida,
Senão o miserável passar de horas.
O tic-tac angustiante do relógio
Me diz que acordar significa dor,
E também o despertar dos meus sonhos.
Nunca pensei em voltar a me viver,
Em sorver o doce mel do vinho que desce pela minha garganta
E alenta os meus dias.
Acompanhas minhas noites e
Me protege das armadilhas que construo com minhas tristes poesias.
Eu não contava com a força do teu riso,
Nem com a perfeita sintonia dos nossos corpos,
Nem com os odores e os sabores.
Muito menos com a euforia do nosso gozo.
EU não acreditava em mentiras sinceras,
Até que os nossos abraços de boa noite cessaram.
E nossos beijos se transformaram em recordações.
Eu não acreditava em destino...
.... Até te encontrar.
Suspiro
Então, com aquele pequeno suspiro, toda a minha vida se esvaiu.
As lágrimas que lavavam o meu rosto, de repente se tornaram chamas,
Queimando meus olhos, salgando meus lábios, partindo meu corpo.
Aquele pequeno suspiro tirou de mim o sono e a alma.
Matou meu sorriso, decepou meus sonhos,
Varreu minhas ilusões e me devolveu à escuridão.
As poucas palavras, entremeadas, pelo suspiro,
Devolveram a minha solidão rouca e profunda.
Desmantelou meus mais lindos pensamentos
E espantou a breve alegria que insistia em aparecer.
Aquelas palavras, as mais nobres e a mais sujas,
Definharam os meus discursos,
Entorpeceram minha língua,
Amaldiçoaram o futuro que jurava promissor.
Aquele suspiro...
A morte.
O retorno do demônio
A frieza dos meus dias.
Uma imensa saudade...
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