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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Bratislava e Dévin

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Eu amo pegar a estrada. Viajar sobre rodas é um enorme prazer para esta alma peregrina. Por isso, todas as vezes que eu consigo, alugo um carro. Minhas rotas são meio loucas e passam por vários locais, às vezes, no mesmo dia.
Eu sempre tive uma curiosidade e uma vontade imensas de conhecer os países que fizeram parte do bloco socialista. O Leste Europeu, como todos conhecem, sempre esteve nos meus planos de viagem. Dessa vez, deu certo. 
Depois de alugar o carro em Viena, na Europcar, seguimos para Bratislava - a capital da Eslováquia - que até 1993 fazia parte da Tchecoslováquia. Fomos para a autobahn. 

Atenção: Para pegar as estradas em alguns países do leste europeu, você precisa d e uma autorização de viagem - a Vinhete (Vignette). Não há cobrança de pedágios, por isso, garanta que não será multado e compre o seu selo. Na Áustria, o nosso carro já saiu da locadora com o selo-pedágio. Eles custam são: €8,50 (10 dias) / €24,80 (2 meses) / €82,70 (1 ano).

Na Eslováquia é preciso comprar a Vinhete. Ela pode ser adquirida em postos de abastecimento ou na aduana de fronteira. Os preços variam de €10,00 (10 dias) / €14,00 [1 mês) / €50,00 (1 ano). É um documento eletrônica, por isso você não terá o selinho da Eslováquia país grudado no para-brisas do seu carro. =(

Voltando ao assunto:

Depois da queda do muro de Berlim e do fim do regime comunista, a Tchecoslováquia se dividiu e surgiram as Repúblicas Tcheca e Eslovaca. Visitar Bratislava, para mim, foi como entrar num livro de história. Das cidades que fizeram parte da Cortina de Ferro, e que eu conheci, a impressão foi a de que Brastislava talvez seja a que mais resguarde resquícios dos anos de comunismo.


Uma coisa curiosa: Os prédios de Bratislava e alguns da república Tcheca têm a cara dos comunistas. Alguns até me lembraram Brasília com a arquitetura de mal gosto das quadras 400 das Asas norte e sul.

Esta é uma das pontes que atravessam o Danúbio, e por ter sido a última a ser construída ganhou o apelido de Ponte Nova (Nový Most). Ela tem como atração, o mirante em forma de disco voador. feia pra danar. kkkk


Pausa! 





Antes de contar mais sobre Bratislava, quero falar sobre o Hrad Dévin, construído mais ou menos em 864 DC. 
Eu tenho verdadeira admiração por castelos e ruínas. Então, ao pesquisar a República Eslovaca, descobri que entre Viena e Bratislava estavam as ruínas do castelo de Devin, que por sua posição estratégica (o castelo fica em um penhasco de 212 metros de altura), era uma fortaleza de fronteira importante e temida.

região em volta da cidade de Devin é um importante sítio arqueológico, com vestígios desde a época pré-histórica. O local fica na fronteira com a Áustria, na confluência dos rios Morava e Danúbio. É um lugar lindo de ver!


Durante os séculos XIII a XVII, o castelo foi ampliado e modificado, acrescentando vários outros prédios, entre eles, um palácio e uma igreja, virando assim uma incrível fortificação. A fortificação foi reforçada durante as guerras contra o Império Otomano no século XV. Durante séculos seguintes, o castelo foi invadido, saqueado, incendiado e teve vários donos. Em 1809 ele foi explodido pelo exército de Napoleão. 

Sobrou pouco da fortificação. A torre de vigia, conhecida como Torre Maiden fica separada do castelo principal e suas ruínas estão sobre uma enorme rocha. No interior bá paredes, escadarias, pátios abertos e jardins em vários estados de conservação. Todos são acessíveis aos visitantes. Há um interessante museu que conta a história do castelo, da cidade, das pessoas que moravam no castelo durante os séculos e achados arqueológicos.

Vale a pena visitar. E o melhor é que o Hrad Dévin está a apenas 12km de Bratislava.

Funcionamento: Nos meses de abril, outubro e novembro, de terça a domingo das 10:00-17:00; de maio a setembro, de terça a sexta das 10:00-17:00 e sábados e domingos das 10:00-19:00.
Ingressos: Adultos: 130 Sk, cerca de 5,00 euros; crianças 70 Sk, cerca de 2,00 euros.


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Depois da agradável parada em Devin, chegamos a Bratislava por volta de 13h30. Nossa prioridade era almoçar porque o café com aquele monte de pimentão e coisas estranhas que eles servem na Áustria, já estava consumido. rsrsrs

Deixamos as malas no Hotel Saffron (excelente, por sinal, mas com o preço um pouco alto para mim... kkkk) e saímos. Tínhamos visto algumas dicas de lugares para comer. Calculamos a distância e Gotcha! Estávamos perto de tudo. Em 15 minutos de caminhada já cairíamos dentro do centro histórico.
Seguimos pela rua Obchódna, por onde passam os trams e milhares de pedestres com o mapa que a recepcionista do Saffron nos deu. 


Começamos a procurar o tal restaurante e não achávamos. De repente, sem mais nem menos, ao parar para tirar uma foto de uma viela, demos de cara com a porta de entrada do Prasná Basta (foto abaixo) – o restaurante. Nunca teria reparado na entrada se não fosse a lente da câmera. rsrs 


Eu comi um Bryndzové Halusky (um nhoque de batata). Mas confesso que, com aquele calor, eu preferia ter ficado só na sangria de vinho tinto eslovaco!  =)



Terminando a comida, pernas pra que te quero? Se deslocar na cidade é bem fácil. Você pode usar os bondes ou andar a pé, como eu fiz. O esquema é semelhante ao existente em outras cidades europeias. Compra-se os bilhetes nas máquinas automáticas espalhadas na cidade, ou em bancas de revista. Há passagens com validade de 10, 30 e 60 minutos, e durante este espaço de tempo pode-se andar em qualquer linha, sem restrição no número de viagens. 
        
Concentramos as atenções no charmoso centro velho de Bratislava. É lá que está a maior parte dos bares e restaurantes, onde turistas caminham para lá e para cá. Os prédios de estilo rococó e museus, entre galerias de arte. Mas foi do Castelo de Bratislava, que domina o cenário por sua localização no alto de uma montanha, que eu mais gostei.
    
Na praça Hviezdoslavovo Námestie, situada no centro da cidade velha, é o verdadeiro coração de Bratislava. 

Não deixe de tomar uma cerveja local. Eu indico Zlaty Bazant, Frankova Modra e a Kalstorny Leziak. Elas são muito boas. Eu indico o Pub Slovack, da foto, que fica na Obchódna. a melhor água com gás é a Romerquelle.

E saibam, em Bratislava come-se e bebe-se muito bem e com pouco dinheiro. Isto muito me agradou! =)


     
COMO CHEGAR:

De carro - Pegue a B227 até A4. Depois pegue a E58 até Panónska cestaem Petržalka, Bratislava, Slovensko. É bem sinalizado e existem os aplicativos de mapas que podem ser utilizados off line.

O aeroporto internacional de Bratislava (Letisko Milana Rastislava Štefánika, BTS, www.airportbratislava.sk) é o principal do país e liga a Eslováquia a boa parte das grandes cidades europeias.

Bratislava é um bom destino para chegar ou sair via trem. A companhia ZSR (www.zsr.sk) possui serviços de e para Viena (1h12 de viagem) ou Budapeste (3h45).
A principal estação ferroviária da cidade é a Bratislava Hlavná stanica (Bratislava ht. st.), localizada junto à cidade velha e ao castelo. Outra estação muito utilizada é a Bratislava-Petržalka, 4 quilômetros ao sul, do outro lado do rio Danúbio. Trens internacionais trabalham com ambas.


Boa viagem!