terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Às vezes

Às vezes, a melhor notícia é a falta dela.
Sabotar a informação,
Se fazer ignorante.

Às vezes, o mundo lá fora tende a ser rude,
Maltrata o coração,
Traz ao seu encontro a mentira e a decepção.
Então, seu corpo chora, estremece, enruga aos poucos...

Às vezes, muitas vezes,
Seu lábio sorri a lágrima guardada,
Esconde o peso da alma inquieta,
Engana os olhos cegos às dores alheias....

Às vezes, poucas vezes,
O caminho se inverte,
Prega peças no destino,
Coloca espinhos nos teus pés
E te apresenta à morte.

Morte dos versos, dos verbos e dos advérbios.
Morte da esperança, da alegria, da perseverança.
Morte do que você não poderá ver e nunca vai ter...

Às vezes, milhares de vezes,
Seu peito arde, seu ar acaba e a cicatriz sangra.
Ninguém vê, ninguém sente.
E assim segue a vida, docemente venenosa,
Amargamente sincera,
Suavemente rude,
E meramente oportunista...

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