quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Doce vazio

Hoje acordei com o peito vazio.
Um vazio dolorido como o das noites sem lua e como dias sem sol.

Acordei com um aperto doentio.
Um desejo de estar em outro lugar,
Ser outra pessoa,
Viver outra vida.

Eu hoje estou vazia como colo de mãe que perdeu seu filho.
Estranha como terra de outrem,
Perdida como nau à deriva.

Hoje, no meu dia, sobra silêncio.
Escuto apenas o som da minha própria dor.
Do meu nada dividido em caos.

Hoje meu dia está assim, parado.
Imóvel como estátuas antigas.
Sem som.
Sem umidade.
Sem vida,
Sem mim...

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