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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

República Tcheca: Cesky Krumlov

        Medievalista. 
É assim que eu me considero. Juro que gostaria de ter estudado para trabalhar apenas com as coisas relativas ao período medieval. 
Castelos, cidades fortificadas, muros, fossos, roupas, armas... Adoro!

Eu nem sei como foi que eu descobri a pequena Cesky Krumlov, mas desde que pensei em ir ao Leste Europeu, eu a incluí no meu roteiro.
O caminho de Bratislava para lá é meio complicado. Tivemos de voltar quase a Viena para  pegar a estrada - que é boa, mas é mão dupla e um tanto estreita em quase todo o percurso. Verde, muito verde! uma deliciosa surpresa essa. A paisagem é muito agradável.
São 325 km e praticamente se atravessa a Áustria pela A1, em direção a Linz - a última cidade "grande" antes de atravessar a fronteira.

Em Linz havia alguns locais para comer, mas em viagens low cost, quanto menos entrar em restaurantes, melhor. rsrsrsrsrs
A fome bateu e como faltavam menos de 90km para Cesky, paramos no supermercado e compramos nossas saladas e sanduíches. Essa é uma das coisas que mais gosto na Europa: encontrar nos supermercados, a preços baixíssimos, vários tipos de saladas e de sanduíches deliciosos. Com 10 euros você come e bebe muito bem.



Entrar na República Tcheca foi interessante. Diferente da Eslováquia, ela tem um relevo diferente nesta região. Apesar da pequena distância que separa a fronteira de Cesky Krumlov, a viagem pode ser bem cansativa. As estradas estreitinhas e cheias de curvas obrigam a redução de velocidade. Foram cerca de seis horas de viagem, o que na Europa é muito para tão poucos quilômetros.

O clima também estava bem diferente. Mais úmido e menos quente que na Áustria e em Bratislava. Na verdade, choveu e fez frio. Quando entramos na pequena medieval cidade, caía uma chuva fina e o clima estava bem gelado. Confesso que fiquei meio desanimada. Só passaríamos aquele dia e noite lá, a chuva ia atrapalhar o passeio... Mas a chuva parou e o passeio foi bem legal. 

 




Cesky Krumlov é daquelas cidadezinhas que você nunca mais vai esquecer. Ela tem uma magia e um cheiro maravilhoso de Tredlnik. 
Dizem que Cesky Krumlov foi mencionada como cidade pela primeira vez em documentos do século XIII ainda com o nome de Chrumbonowe
A cidade fica às margens do Rio Vltava e construída em torno de seu enorme e peculiar castelo e, segundo a UNESCO. 
Existem menos de 15.000 habitantes (eu até moraria lá, rsrs). O seu castelo é o segundo maior da República Tcheca, perdendo apenas para o complexo do castelo Hradcany de Praga. Dizem que o castelo foi sendo aumentado com o passar dos séculos, misturando elementos Góticos, Renascentistas e Barrocos em sua arquitetura. O impressionante é que na enorme construção há detalhes belíssimos espalhados pelas paredes internas e externas. Maravilhoso.
Eu e o Castelo de Cesky Krumlov

Curiosidade: Além de ser enorme em comparação à cidade e de ter histórias de assombração ligados à ele, o castelo de Cesky Krumlov ainda tem outra peculiaridade: os animais de estimação oficiais do castelo são ursos, com sorte as pessoas podem vê-los tomando banho de sol ao pé da Torre do Castelo. 
A cidade é minúscula, então, a grande diversão é passear pelas ruelas, ver vitrines e o artesanato local.
O passeio pelos Jardins do Castelo é imperdível e fica na parte mais alta da cidade e tem uma vista linda. de cima dá para observar o contorno que o rio faz no centro histórico. 
  

     
Descendo do castelo logo se atravessa a ponte que cruza o rio. às margens existem diversos restaurantes bacanas. Vale a pena sentar e tomar uma verdadeira cerveja Tcheca -  a Eggenber é da cervejaria da cidade ou a Budweiser (a original). Mas esqueça os vinhos, eu não gostei de nenhum. 
Para comer eu escolhi sopa, estava frio. Mas as carnes são boas e o Hermelin nakladany v pepri, um queijo camembert marinado no azeite e pimenta pode ser boa pedida. 





Old Bohemian Fest, com coelho
Andando mais um pouco está a Praça Central da Cidade. É nessa praça que está o Escritório de Informações Turísticas e vários Restaurantes. Alguns deles têm o interior ainda com a aparência da Idade MédiaNa vila existem um mosteiro, uma sinagoga e uma igreja com tesouros da arte Sacra. Muito bonitos.

Dicas: Se você gosta de sourvenirs, procure os de madeira, de palha, de cera de abelha ou de pão de gengibre (yep, gingerbread), pois esses são os itens mais autênticos da região.

A hospedagem não é cara. Dependendo da época do ano, podem ficar mais ou menos baratas. Reservei com antecedência, por isso, mesmo sendo alta estação, ainda peguei bom preço. O Hotel, como quase todos por lá, ficam nas antigas casas e podem ser pequenos. Fiquei no Pension Marie, bem perto do centro histórico, mas não no burburinho. gostei.

Os restaurantes que fui: U Dwau Maryi (Parkan 104) e Papa's Living Restaurant (Latran 13) - cuja administração é familiar 

Tudo é maravilhoso, aproveite a cidade e o clima de antigamente que ela possui. Mas não deixe, DE FORMA ALGUMA, de comer o tradicional pão enrolado e assado na brasa - o Trdelnik! Meu Deus!!! Que negócio delicioso e viciante. O maravilhoso cheiro do Trdelnik entra na sua alma e fica. Dá água na boca só de pensar naquela maravilha polvilhada com açúcar e canela...
Trdelnik, massa de trigo recoberta com açúcar e canela ou qualquer outra coisa que queira. Inclusive Nutella (eca)!
custam 50 coroas (2 euros) Me apaixonei.