terça-feira, 28 de junho de 2016

Viajar não é preciso... É necessidade mesmo!

Viajar, percorrer estradas e caminhos desconhecidos...
Voar por aí, aqui e acolá. Livre.
Conhecer o mundo. O meu, o dos outros.
Outras pessoas, outras línguas, novos cheiros e novos sabores.

Viajar é trocar a alma de lugar.
É aprender.
É ficar mais rico.

Das coisas que mais gosto, viajar é, certamente, uma das primeiras da lista.

Por isso, resolvi deixar registradas neste meu querido diário virtual, algumas das minhas viagens com dicas de roteiros, passeios e coisas que tenho feito e visto para ajudar os amigos. 
Claro que não serão posts com fins lucrativos, muito menos profissionais. Todas as minhas viagens são bem econômicas, feitas no peito e na raça, mas são muito divertidas. Pelo menos para mim!
Então, como algumas pessoas me pedem dicas de viagens, resolvi juntar algumas por aqui.
Espero que sejam úteis para vocês!

Boa viagem para nós!!!!

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Começo com a minha amada França.

Desde ontem, 27/06/16, estou em uma cidadezinha chamada Auxey-Duresses. É uma antiga vila no meio da borgonha. Aqui habitaram alguns monges e alguns deles, cisterciences - monges que priorizavam o trabalho acima de tudo - e aqui, as suas abadias - a maioria, produziam vinho.
Vocês sabiam que o reino da Borgonha já foi enorme?Um primeiro reino foi criado no século V pelos burgúndios depois de se instalarem nas margens do lac Léman, na Saboia). Gundebaldo, um glorioso governante reinou em um território que se estendia de Langres a Marselha e do Reno ao Loire.
Não posso imaginar a vida no século XIV. Deveria ser uma coisa muito louca. rsrs




Bem, a região é famosa pelos vinhos de Borgonha. Eles são divididos em quatro categorias. Vin de Bourgogne, Gran Vin de Bourgogne, Premier Cru e Grand Cru. Só preciso dizer o seguinte: Essas classificações têm mais a ver com o solo em que a uva é cultivada. Aqui existem mais de mil tipos de solo. só que neste caso, é o local da plantação que importa. Os da beira da estrada acumulam mais água, por isso fazem os vinhos mais ordinários. Depois vêm os da encosta, os de quase na encosta e os que ficam bem no meio disso tudo - é desse local que saem os grands Crus... 



Particularmente, não sou fã dos vinhos daqui. São meio ralos para o meu gosto. E feitos de Pinot Noir. Portanto, o gostoso de passar estes dias aqui, para mim, além de experimentar novos tipos de vinhos, foi a paisagem.  que lugar lindo!
As pessoas são muito simpáticas. Diferentes das pessoas que moram em Paris ou nas fronteiras, por exemplo, com a Alemanha - a Alsácia.
Por aqui tem diversas rotas cicláveis, portanto, é possível unir o útil ao agradável. rsrsrs

Fiquei numa pousada chamada The Hungry Cylcist - sugestivo nome, né? O lugar é lindo, calmo, verde, super charmoso e o dono é ciclista e promove férias de cicloturismo para quem quer. O nome dele é Tom Kevill. Um inglês que já fez de tudo um pouco, inclusive uma cicloviagem de dois anos e meio, de NY ao RJ. Doido, né?
aqui está o link para o The Hungry Cyclist.

Comer por aqui é muito bom. Não é muito barato, mas dá para encontrar comidas e bebidas em bons preços. Basta fugir do meio turístico. Eu, particularmente, compro umas coisas no supermercado, um vinho e como muito bem pagando bemmmm menos que em restaurantes. O Casino e o Super U são ótimos e tem comidas prontas, saladas ótimas e para todos os gostos. Vale a pena tentar isso se você não estiver com bala na agulha, como eu.
Ah, aqui tem escargots à vontade. Eu não gosto. Mas são famosos.





O The Hungry Cyclist 


Bon Appetit! E até o próximo post!

sábado, 18 de junho de 2016

Vamos brincar de faz de conta?

Faz de conta que te encontrei quando eu buscava um caminho a seguir;
Faz de conta que tu me sorristes quando eu já havia desacreditado em sorrisos;
Faz de conta que eu te sorri transferindo-te todos os meus medos;
Que nos refugiamos em um mundo particular;
Que te envolvi como se envolve de complexidade duas vidas.

Faz de conta que construímos castelos de areia em praias desertas,
Casas de campo com flores na primavera;
Que desfrutamos delícias inimagináveis;
E que estivemos de bicicleta pelas estradas tão sonhadas.

Faz de conta que todo o amor que fizemos se transformou.
Que todas as nossas vozes emudeceram,
Que nos esquecemos e
Que a história acabou....

Foto: Taís Morais - Rep. Tcheca - 2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Talvez

Eu te ame;
Ou não sinta mais nada.
Talvez eu te queira,
Ou te repudie.

Talvez estes sejam os últimos versos
Escritos para você,
ou
Apenas mais um.

Talvez nós nunca mais nos encontremos,
Nem saibamos como nos pareceremos no futuro.
Talvez o carinho se transforme em ódio,
indiferença,
Amor,
Ou nem isso.

Talvez corramos juntos pelos campos,
Nos beijemos como da primeira vez,
Façamos amor como da última,
E nos entreguemos ao fim do começo.

Talvez tudo isso nem seja real.
E nós nem tenhamos sido nós.

A viagem mais recente

algumas notas