segunda-feira, 25 de abril de 2016

Elegia


Matamos o que Amamos.
Por vezes sentimos tanto que o coração não aguenta.
O silêncio assassina os enlaces,
A distância aniquila as emoções,
Transforma lindos afetos em enormes desastres.

Os desejos secam lentamente,
Os dias passam apressados,
Embora não saibamos, matamos o que amamos.
Nos vemos morrendo em nós 
Não buscamos nos salvar.

Fingimos e nos distraímos, mentimos para nós mesmos
Que o entusiasmo não padece de aborrecimento.
As noites definham nossos desejos,
Nada mais está no lugar que deixamos,
Apenas nossos corpos sobrevivem a esta derrota.

Entre o abrir e o fechar das pálpebras entediadas,
Sem perceber calcificamos os corações
E desalojamos o nosso Amor sublime e egoísta.

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