domingo, 17 de janeiro de 2016

Juntos

Quando tu estás comigo, 
Tudo é fácil, suave e silencioso.
Quando nos deitamos lado a lado
E repouso minha cabeça no teu peito,
Meus olhos se fecham em paz.
Quando dormes, eu te miro.

Apaixonada, acaricio seu semblante calmo.
Te desejo com tanta ternura que meu peito parece querer explodir.
Quando me abraças e me guarda em teu corpo,
Pousando a mão no meio seio, 
Teu calor me descansa.

Ouço tua voz sussurrando,
Coisas que talvez eu tenha inventado,
Ou sonhado.

Coloco meus lábios sobre os teus,
Me entrego sofregamente
Admirando teu corpo como se fosses um retrato.
Tu, em silêncio, me olha e me aperta contra teu corpo,
Sinto teu sexo rijo e meus pelos eriçam.
Então, me amas sem pressa, sem lágrimas, com gemidos e luxúria.

Depois do Amor, volto a pousar meu rosto no teu peito,
Tu me acolhes dengoso,
Sem ar, sorrio satisfeita,
E tu passas a ouvir todas as palavras que eu te digo em silêncio....

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Quem sabe?

O tempo cura tudo. 
Pode demorar uns dias, uns meses, 
Talvez muitos deles,
Mas a ferida cicatriza.

Com o tempo, 
Aquele amor é deslembrado,
Largado, obliterado e esquecido.

O tempo, ah, este sábio médico,
Ensina a desprezar lembranças e 
Seguir a prescrições de não pensar,
Não querer, não chorar.

Com o tempo,
Não é mais preciso remédios para a saudade
Ou para a abstinência.

Te parece bem que eu possa melhorar?

Talvez eu precise de mais tempo.
Tempo suficiente para juntar todas as palavras ditas, 
Apinhá-las nas folhas de um livro,
E depois queimá-lo junto às fotografias.

Talvez eu precise de silêncio,
Ou de palavras doces.
De mentiras como as que já ouvi,
Ou verdades doloridas.

Talvez o tempo já tenha engolido, 
Banido,
Ou apenas me subvertido.

Quem sabe?

domingo, 3 de janeiro de 2016

Morrer de Amor!?

Não que eu morresse de amor por ti.
Morria de amor por nós.

É que havia dentro de mim uma urgência,
Uma atração desmedida
Um imã entre as nossas peles.
Entre as nossas almas,
Entre a tua boca e o meu entrepernas.

Não que eu morresse de amor por ti,
Mas havia um insuportável sentimento de ausência.
Quando não estávamos em nós,
Esperávamos pelo minuto exato em que tua rigidez
Penetraria a minha delicadeza e
Me faria desistir de te resistir...

Não que eu morresse por ti,
Mas nossos instantes de amor eram sagrados,
Teus dedos passeavam por cada milímetro do meu corpo.
Enquanto tua boca sussurrava o quanto eu era linda,
O quanto lhe satisfazia,
Ao mesmo tempo em que eu te contava sobre
Tudo o que eras para mim.

Hoje há um vazio de nós.
E por mais que desejemos,
Nenhuma alegria se iguala à nossa.
Nenhum sexo é como nossos delírios.
Nenhum olhar é como nos víamos.

E, por mais que tua pele não esteja sobre a minha,
Teus braços não abracem meu corpo nu,
Que tanto amavas,
Sempre existirá o nosso ontem em nós...

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