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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Carta de um narciso frustrado - Egotrip

 - Ok, você venceu. Conseguiu o que pretendia.

- Jamais tive pretensões e não poderia vencer algo que eu não estava disputando.

- Acabou com o meu namoro.

- Quem acabou o seu namoro foi você mesmo com suas mentiras e sua mania de achar que pode e vai enganar a todos sempre.

- Não se importou de usar uma foto para perpetrar seu golpe fatal.

- Não me importo de usar as armas que tenho para me defender de acusações ridículas.

- Dê-se por satisfeita. Agora nunca mais eu vou ter a fulana para mim. 

- Nossa! eu não sabia que pessoas poderiam ser possuídas. Nem que alguém pode ser de outro alguém...

- Em contrapartida, você jamais vai voltar a falar comigo.

- Já não era sem tempo. Alguém tinha que te parar. Parar as suas mentiras.

- Estou indo agora mesmo à Delegacia. Você vai pagar caro pelas chantagens que armou e pela destruição enorme que provocou na minha vida. 

- A polícia não tem mais nada para fazer, por isso pode perder tempo com sua ira e sua vingança descabida. Tenho pena do seu desequilíbrio e seu destempero.

- Espero que curta o gostinho da vitória assim como eu estou saboreando o amargor dessa derrota.

- Não se pode curtir algo que não existe. Vitórias ou derrotas só cabem na vida de quem joga. Isso aqui não era um jogo, por isso não há ganhadores ou perdedores. Você se enrola em suas próprias artimanhas e coloca a culpa do seu fracasso nas outras pessoas.

- Esgota-se a chantagem que você tentou armar com todos os elementos mais covardes que uma mulher pode amealhar.

- Elementos covardes foram usados por você, quando impôs sua falsidade, suas inverdades e sua maneira manipuladora em um lugar em que não cabia nada mais que honestidade.

-  Agradeço a você pela oportunidade que me deu de conhecer o pior do gênero humano. 

- Você finalmente se olhou no espelho?

- Você é uma pessoa pérfida e sórdida, capaz das piores tramoias para acalentar sua inveja atroz.

- Pessoa pérfida e sórdida, mas que você não queria deixar em paz. Com quem quis contato mesmo depois de todo o mal que você fez. Que te perdoou e te deu uma chance para mostrar-se confiável como dizia ser. Sórdida e pérfida porque acreditou em você, mas não aceitou as mentiras e nem sua maneira de agir incorretamente com todos à sua volta. Sórdida porque te amou e te compreendeu. Pérfida porque te aceitou de volta mesmo sabendo que você não valia a pena.

- Seja feliz com os atributos que Deus lhe deu.

- Sim, eu serei sempre feliz, diferente de você que não vai ser feliz nunca, porque só sabe mentir e enganar, Só quer se dar bem. Porque é egoísta e egocêntrico e usa as pessoas quando e o quanto lhe convém.

Adeus
Já vai tarde.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Depois de tudo

Depois de tudo, 
sim,
Depois de tudo.

Você chega com esse teu sorriso.
Me encanta, me ilude.
Ocupa minha cabeça, me corta em mil e
Nada mais sai de mim, a não ser este Amor. 

Depois de tudo, 
Você chega entre os escombros da minha alma,
Me busca e encontra essa sobrevivente.
Me tira de um lugar tosco e sombrio.
Mas para tua surpresa e espanto,
Chamo e clamo pelo teu nome em silêncio.

Depois de tudo você vem e me levanta,
Me recolhe das sombras e
Das cinzas, que nem em sonhos eu pensava estar.

Depois de tudo,
Escuto novamente a tua voz tão amada e estremeço por inteiro.

No toque das nossas mãos, um tremor.
A descoberta de que apenas os nossos corpos
Nos salvarão da morte do desejo e da miséria de prazer.

Depois de tudo 
Ainda atravessamos muros, mundos e cidades,
Para nos sentirmos bem perto.

Saibas, meu bem, que é o teu perfume de homem e 
A tua face tão certa,
Que me acorda do pesadelo e 
Me desperta com ternura.

Saibas que

Depois de tudo, é ainda os teus olhos castanhos,
Que eu amo,
O teu sorriso tão meu que me inspira,

E é você, tão terno, que eu quero viver.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Desalinho


Quando você chegou
Abri o meu coração-casulo para te abrigar.
Você me fez cantar, querer, Amar.
Alterou minha rotina
Me fez me sentir amada e
Transmutou minhas prioridades.

Fez do seu colo minha casa,
Converteu a sua cama em nosso ninho.
Comemos na mesma mesa, 
Partilhamos os mesmos pratos 
Lavamos os talheres juntos,
Penduramos nossas roupas lado a lado.

Quando você se foi eu aprendi:
Ter você não é sofrer,
Ser sozinho pode ser bom,
Paixão não pode ser razão,
Estar sem você não é o fim,
Meu desespero tinha explicação.

Quando você se foi eu descobri:
Que não preciso mudar minhas convicções,
Nem ficar sóbria ou me arrumar. 
Não preciso trocar meu penteado
Nem me resignar.

Quando você chegou eu te amei,
Quando você se foi eu me perdi.
Quando eu acordei, sofri,
Quando me reencontrei, 
Eu já não era mais a mesma....

domingo, 13 de setembro de 2015

Foram-se



O nosso dia azul de entardecer alaranjado
Ainda mora nos meus olhos negros e 
Cansados da falta da tua presença colorida.

Minhas manhãs ficaram grandes sem o teu bom dia,
Meu corpo, frio sem teu toque,
Meus desejos, estéreis sem tua língua.
Minhas fantasias, mortas sem o teu carnaval.
Meus lençóis, desconfortáveis sem a maciez da tua pele.

A noite sem a tua risada, minha Lua, tornou-se escura,
As madrugadas sem o teu ressonar, ficaram lentas e modorrentas,
Meus lábios, todos eles, perderam a libido e a umidade.
Meus pelos não mais se eriçam
E meus gemidos, tão teus, se calaram.

Meu riso alegre desmanchou,
Meus sonhos acordaram,
Meu desejo dormiu,
E meus dedos se fecharam.

Foram-se nossos lugares,
Nossos gostos em comum,
Nossas alegrias,
Nossos reencontros
E nossas intensas presenças um no outro.

Ficaram nossas saudades,
Um frio na espinha,
A recordação dos tempos felizes,
A pedalada solitária,
Os planos em suspenso,
E um amor sem fim....

sábado, 12 de setembro de 2015

Sinal

Os dias passam indiferentes aos meus anseios.
Sigo meu caminho solitária e feliz.
Faço sigilo sobre as minhas ignorâncias,
E espalho as coisas que sei.

Não tenho medo, não tenho rancores.
Se não há riso, também não há lágrimas.
Não me importo com as desilusões e nem com a desfaçatez das pessoas.

Em mim, 
Há júbilo,
Vitórias,
Púlpitos e 
Palavras sinceras.

Grito a alegria, 
Separo-me da dor,
Curo os meus pés cansados e
Sigo.

Não ligo para o tempo que voa,
Nem para o temporal.
A poesia mora em mim,
A vida continua e eu estou bem viva.

Inverdades não me afetam,
Essa é a minha felicidade.
A tristeza que me desejam,
Chega como bênção, saúde e alegria.

Esse é o sinal.
Ponto final.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Noite fria

Faz frio nesta noite escura,
Lá fora, as estrelas se escondem sem
O brilho dos teus olhos.
Aqui dentro, canecas fumegantes e
Lágrimas soltas pelo rosto,
Aquecem as palavras mudas.

Abro e fecho pestanas e persianas.
Os tons de cinza e azul lembram 
Nossos dias de chuva e sol.

Entre meus dedos, meu lenço.
Um curto sorriso se derrama ao ouvir suas canções favoritas.
Lembranças da felicidade que sentíamos 
Ao partilhar o entardecer alaranjado.

A noite está vazia sem teus risos.
Minhas quimeras dançam embriagadas 
Procurando o teu corpo macio - 
Refúgio que me abrigava do frio.

Há no silêncio do quarto, uma música
Que sussurra, maviosa, o teu nome.
No leito vazio, enquanto o devaneio e a lascívia dormem tristes,
Meu corpo, exausto da tua ausência, chora.
...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tua ausência

...

Teu silêncio sulca meu rosto, 
Congela minha alma, 
Desgasta meu sorriso. 

Tua ausência racha minha pele, 
Fadiga meus olhos, 
Resseca minha boca,
Destrói minha alegria e
Desertifica minha geografia.

sábado, 5 de setembro de 2015

Conclusão

Diante do silêncio,
Da voz emudecida,
Das quedas sofridas e
Das dores sentidas,
Um pensamento.

Foram tantas paredes,
Tantos muros e portas ultrapassadas,
Tantos caminhos percorridos
De olhos vendados que

Finalmente aprendi:

A felicidade, essa fugitiva,
Mente para mim todos os dias.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Palavras

Ao fim do dia,
Meu corpo cansado pede seu colo.
Minha boca, seu gosto.
Meu nariz, seu cheiro.
Minha vida, sua presença.

Meus ouvidos pedem 
Suas histórias risonhas,
Palavras que enchem meu coração,
Transformam a fadiga em emoção. 

São suas frases que me alentam e
Me acalentam.
Afinal, tudo em mim para,
Quando a sua voz se cala.