quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Entrelinhas

No silêncio das noites,
O infinito dos teus olhos dentro dos meus,
Será a alegria dos sonhos bem sonhados.
Sua respiração a música da madrugada e a presença do teu corpo, o perfeito despertar.

A chuva revela uma paixão
Escondida entre linhas e ao longo do tempo.
Essa chuva fina
Esfria minha alma que clama baixinho
Por tua presença.

Teu semblante calmo, teus olhos vivos,
O som da tua voz,
Teu perfume, 
Tudo é lembrança boa.

Nos dias mal humorados
Nas tardes sem tua boca,
No poema não escrito,
No silêncio das entrelinhas.

Todas as coisas me contam um segredo: eu...

...Sou toda você.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Doce vazio

Hoje acordei com o peito vazio.
Um vazio dolorido como o das noites sem lua e como dias sem sol.

Acordei com um aperto doentio.
Um desejo de estar em outro lugar,
Ser outra pessoa,
Viver outra vida.

Eu hoje estou vazia como colo de mãe que perdeu seu filho.
Estranha como terra de outrem,
Perdida como nau à deriva.

Hoje, no meu dia, sobra silêncio.
Escuto apenas o som da minha própria dor.
Do meu nada dividido em caos.

Hoje meu dia está assim, parado.
Imóvel como estátuas antigas.
Sem som.
Sem umidade.
Sem vida,
Sem mim...

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