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domingo, 28 de julho de 2013

rendição

Eu me rendo ao frio.
Ao congelamento de planos,
Ao adiamento de sonhos,
Ao triste recomeçar.

Eu me rendo perante a vida
Que não me foi concedida,
Que não me agraciou com sonhos,
Não presenteou minha existência.

Eu me rendo ao tremor da minha alma,
Aos medos dos erros,
À esperança do acerto,
Ao fim de tudo aquilo que não pode mais ser.

Eu me rendo à minha tristeza,
À alegria que não sinto,
Ao desespero desacompanhado,
Ao raiar do dia que não deveria ter nascido.

Eu me rendo à solidão de mim mesma,
Ao ponto mais alto da minha dor,
Ao vazio interior,
E a tudo o mais que me faça sobreviver a este pesadelo...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Esperança perdida

Foi uma despedida alegre,
Sonhos e abraços marcaram o rosto,
Esperanças suspiraram no coração e
A faísca da vida acendeu-se no peito.

Não houve reencontro.

Os sorrisos murcharam feito pétalas ao sol,
A esperança desaguou ladeira abaixo,
Fugiram os sonhos e as alegrias,
Cessaram os suspiros.

Sobraram os túneis de lençóis gelados,
Onde o corpo se encolhe pesado e sem vida.
Ficaram os retratos virados para a parede
E as verdades não ditas engasgadas na garganta.

O amor e o sorriso se esfacelaram sob os dias modorrentos
Que amaldiçoados se seguiram por horas intermináveis...