terça-feira, 20 de novembro de 2012

Hoje

Um vermelho fio escorre pelos cantos da boca,
Um sentimento de morte invade meus poros
Junto ao vazio frio, duro e consternado
Que cobre o peito arfante.

Uma dor cretina e translúcida atravessa o rosto
Sulcado e manchado pelas lágrimas doridas.

Nas veias correm sangue ralo,
Os olhos ardem com a poeira e a insatisfação.
O mundo todo se transforma numa fosca película,
E a pele arde.

A alma se desprende do corpo
Se solta sonhando com o voo dos pássaros.
Retrato perfeito da liberdade que escorre
Por entre os dedos frios e cansados.

O pulmão se enche
Se esvazia num só suspiro,
E o coração dormente pára,
Tentando desprender-se de mim.

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