terça-feira, 23 de agosto de 2011

Redesenho

Redesenho o que sou e transformo a paz que me transforma em guerra,
Em uma arte criada por minha própria ilustração.

Me redesenho no avesso das páginas, refaço anotações,
Revejo lusões travestidas e maquiladas enquanto 
Apago minhas rotas desencaminhadas.

Há lume nos meus rabiscos.
Dores que finjo em não sentir,
Sorrisos que não consigo mais rir,
Loucura que minto não existir.

Redesenho minha história.

Os sonhos e icebergs se desfazem
Como verões da infância.
As desilusões vencidas se transformam no retrato da minha reinvenção.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Hoje

Hoje o céu tem cor de lágrimas e solidão.
Em meu ser, uma entropia...
Do caos, a teoria.
Um vulto que se aproxima calado e gelado.

Uma ausência fria, vazia
Que cala a minha voz
E Desnuda minhas verdades.

De tudo o que há hoje,
Um vento tresloucado,
A pele ressecada,
E o coração atormentado.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sem ti

Meu corpo não é nada sem teu corpo;
É mar sem maré,
Dia sem sol,
Floresta sem árvores...

Minha boca sem tua boca é nau à deriva,
Cacimba sem água cristalina,
Alma cativa,
Cristal sem valor...

Dor....

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Contações

Entre panos de prato e canecas fumegantes
O abrir e fechar de pestanas.
Um vai e vem de pernas, um farfalhar de saias,
Coisas cinzas e azuis, contadoras de histórias.

Entre meus tempos e meus lenços,
Um breve assobio... calmo, invernoso...
Cheio de canções que anunciam
A alvorada.

Entre os dedos das mãos e os anéis
Há sonhos alaranjados.
Quimeras que dançam embriagadas,
Feitas e desfeitas, não vividas ou replantadas.

Há no silêncio dos meus lábios um quê de ausência
Que me atormenta, balança, não descansa.
Um hálito gélido de um tempo que aguarda, espera,
Adia.

A viagem mais recente

Plágio