segunda-feira, 5 de abril de 2010

Excusas


Desculpe-me...

Mas minhas unhas são afiadas demais para tuas costas,
Meu vigor forte demais para tua fraqueza.
E minhas gargalhadas altas demais para os teus ouvidos.

Desculpe-me...

Se ao me deitar, suporto as pisadas,
Mas ao me levantar, derrubo todos os muros à minha volta.

Desculpe-me...

Por eu ser feliz e astuta,
Se consigo retirar as máscaras sem tocar os rostos,
Se sei utilizar a força do inimigo contra ele mesmo!

Por favor, me desculpe,
Mas minha fortaleza interior não consegue ser derrubada.

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