segunda-feira, 5 de outubro de 2009

E a farsa continua

Será que não vão parar de gastar nosso dinheiro à toa?
Os militares já afirmaram que não deixaram ossadas para trás...E o governo continua a fingir que encontrarão os guerrilheiros em locais completamente devastados pela ação do homem e do tempo.
Acredito que se houver corpos, os mesmos estarão em cemitérios, como foi o caso de Bergson Gurjão Farias e Maria Lucia Petit.

Da Folha de S. Paulo...

As buscas da ossada de Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, um dos principais líderes da guerrilha do Araguaia, não resultaram em nada ontem.
Devido à falta de homens para cavar e à dureza do solo, o grupo de geólogos, antropólogos e legistas que faz as buscas dos restos mortais de guerrilheiros decidiu estender a procura dessa ossada até hoje.
A atual operação de procura de ossadas, que desde julho consumiu R$ 2,4 milhões, ainda não encontrou nada.
As escavações de ontem foram feitas em um local onde o Exército montou uma base, em Xambioá (TO), no início dos anos 1970. Elas foram paralisadas ao final do dia, faltando três dos seis buracos que o grupo tinha marcado para cavar.
Osvaldão, desaparecido em 1974, foi um dos primeiros militantes do PC do B a chegar à região do Bico do Papagaio -fronteira entre Pará, Maranhão e, hoje, Tocantins- para organizar o foco armado que tentou, entre 1972 e 1975, derrubar a ditadura (1964-1985).
A esperança de encontrar seus restos mortais era forte pois, dentre os que indicaram os locais cavados ontem, está o homem que diz ter sido obrigado a enterrar Osvaldão -Josias Gonçalves, 68, um dos moradores da região que se uniram à guerrilha e acabaram presos.
As escavações devem parar depois de amanhã. Voltam no dia 18, indo até o final do mês, quando acaba o prazo dado pela Justiça para a conclusão do trabalho. O governo já disse que pretende prorrogar as buscas.
Analfabeto, o agricultor Gonçalves não era crítico da ditadura militar nem sabia o que era o comunismo. Foi arregimentado depois de encontrar um grupo de guerrilheiros no meio de uma trilha, na selva. "Eles disseram que era para trabalhar. E trabalho é comigo mesmo."
Três meses depois, o grupo foi atacado. Gonçalves acabou se entregando aos militares, para quem trabalhou. Um dia, o comandante lhe disse: "Agora você vai enterrar seu irmão". E apontou o corpo de Osvaldão.

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