quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Silencia

Minha melodia cessa,
Meu sabor se perde,
Meus dedos já não tamborilam,
Minha boca já não beija aqueles lábios.

Fica em mim um resto de saudades,
Uma melancolia impregna meu ser,
Assombram-me os pensamentos a
Falta do corpo querido.

Silencia minha palavra,
Minha prece,
Minha alegria.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sentidos

Meus sentidos me traem;
Soluçam, pedem, clamam
Por tua presença.

Eu te pressinto,
Sinto teu perfume
Nos lençóis vazios e frios.

Meu corpo solitário
Denuncia a falta do teu abraço;
A abstinência do teu beijo;
A ausência do teu Amor...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

E a farsa continua

Será que não vão parar de gastar nosso dinheiro à toa?
Os militares já afirmaram que não deixaram ossadas para trás...E o governo continua a fingir que encontrarão os guerrilheiros em locais completamente devastados pela ação do homem e do tempo.
Acredito que se houver corpos, os mesmos estarão em cemitérios, como foi o caso de Bergson Gurjão Farias e Maria Lucia Petit.

Da Folha de S. Paulo...

As buscas da ossada de Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, um dos principais líderes da guerrilha do Araguaia, não resultaram em nada ontem.
Devido à falta de homens para cavar e à dureza do solo, o grupo de geólogos, antropólogos e legistas que faz as buscas dos restos mortais de guerrilheiros decidiu estender a procura dessa ossada até hoje.
A atual operação de procura de ossadas, que desde julho consumiu R$ 2,4 milhões, ainda não encontrou nada.
As escavações de ontem foram feitas em um local onde o Exército montou uma base, em Xambioá (TO), no início dos anos 1970. Elas foram paralisadas ao final do dia, faltando três dos seis buracos que o grupo tinha marcado para cavar.
Osvaldão, desaparecido em 1974, foi um dos primeiros militantes do PC do B a chegar à região do Bico do Papagaio -fronteira entre Pará, Maranhão e, hoje, Tocantins- para organizar o foco armado que tentou, entre 1972 e 1975, derrubar a ditadura (1964-1985).
A esperança de encontrar seus restos mortais era forte pois, dentre os que indicaram os locais cavados ontem, está o homem que diz ter sido obrigado a enterrar Osvaldão -Josias Gonçalves, 68, um dos moradores da região que se uniram à guerrilha e acabaram presos.
As escavações devem parar depois de amanhã. Voltam no dia 18, indo até o final do mês, quando acaba o prazo dado pela Justiça para a conclusão do trabalho. O governo já disse que pretende prorrogar as buscas.
Analfabeto, o agricultor Gonçalves não era crítico da ditadura militar nem sabia o que era o comunismo. Foi arregimentado depois de encontrar um grupo de guerrilheiros no meio de uma trilha, na selva. "Eles disseram que era para trabalhar. E trabalho é comigo mesmo."
Três meses depois, o grupo foi atacado. Gonçalves acabou se entregando aos militares, para quem trabalhou. Um dia, o comandante lhe disse: "Agora você vai enterrar seu irmão". E apontou o corpo de Osvaldão.

domingo, 4 de outubro de 2009

País de gente idiota

A Folha On Line trouxe uma matéria Sobre as buscas de ossadas no Araguaia. Eu estou avisando desde sempre que é dinheiro gasto à toa...
Vamos aceitando, bando de brasileiro besta, vamos pagando...
Enquanto nos ferramos, enquanto pesquisadores se ferram nas investigações, o Governo brinca de passear no Pará...

Após fracasso, governo quer estender buscas no Araguaia
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JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Marabá

Depois de gastar três meses e R$ 2,4 milhões na busca de ossadas de guerrilheiros do Araguaia sem conseguir achar nada, o governo federal já diz que é necessário prorrogar as operações até o ano que vem.

A intenção foi anunciada ontem durante a visita dos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) ao grupo de geólogos, legistas e antropólogos responsáveis pelos escavações, na região de Marabá (PA).

A visita à área ocorreu na reta final das buscas, que têm, segundo decisão judicial, até o dia 31 deste mês para localizar os restos mortais daqueles que participaram do foco comunista criado há 37 anos para combater a ditadura militar.

Ao final do prazo, a Justiça poderá ordenar a prorrogação. De qualquer maneira, o Ministério Público Federal já disse que pedirá essa extensão. A ação só deve recomeçar quando acabar o período de chuvas na região, em abril de 2010.

Até agora, os mais de 60 homens que participam das operações visitaram 13 áreas, nas quais foram feitos 36 buracos --indicados por mateiros, moradores locais e militares que participaram da repressão à guerrilha. No total, pesquisou-se aproximadamente 28 mil

O maior problema enfrentado, além da incerteza sobre os locais dos sepultamentos, é a ação do tempo sobre os corpos, que podem ter se deteriorado completamente, mesmo que tenham sido enterrados.

Segundo Jobim e Vannuchi, que fazem parte de um comitê que acompanha o grupo e ontem estiveram pela primeira vez em pontos de escavações, o fracasso não deve inibir a continuidade dos trabalhos.

"Os atos [que serão] desenvolvidos não podem ser influenciados pelos atos anteriores", disse Jobim, em uma tenda improvisada na fazenda Bacaba, que foi uma base mantida pelo Exército à época e onde supostamente diversas pessoas foram enterradas.

Apesar da confiança da população local no grupo estar aumentando gradativamente, o que tem melhorado a qualidade das dicas dadas, alguns membros do comitê acreditam que resultados mais contundentes só virão com o depoimento maciço de militares envolvidos na última fase do conflito --o que o MPF já havia dito no início dos trabalhos.

Vannuchi concorda, mas acha que isso deve ocorrer por meio do diálogo, e não de medidas judiciais. "Tenho recebido diversos grupos que me dizem que é preciso obrigar [militares a falar]. Mas como você obriga alguém a falar? No pau-de-arara, com choque elétrico, com afogamento? Na democracia, nós temos que fazer o convencimento", afirmou.

Hoje, quatro militares estão intimados a contar o que sabem --dentre eles, Sebastião Curió, que participou do combate ao foco. Ele deve prestar depoimento ainda neste mês.

As buscas testemunhadas pelos dois ministros ontem não chegaram a nada. Na primeira, em uma área chamada Mutuma, em São Geraldo do Araguaia (PA), o grupo tinha "indicações precisas" de onde estaria a ossada de Rosalindo de Sousa, o "Mundico", mas ela não foi encontrada.

Na segunda, a fazenda Bacaba, peritos apontaram o local onde poderia estar uma ossada, que só começou a ser cavado quando Jobim se aproximou para ver. Ao fim da escavação, descobriu-se apenas uma raiz.

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