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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Noite

Insone.
Ouço vozes distantes
De um Eu que há muito se foi.

Lembro-me dos momentos mais críticos,
Onde todos os meus desesperos ficaram
Submersos no travesseiro.

Recordo dos meus medos,
Minhas alegrias,
Minhas desilusões.
Todos compartilhados com a lua amiga,
A taça de vinho, e muitas palavras dedilhadas.

Ouço a voz da noite também insone.
Ela sussurra seus anseios.
Tem medo do passar das horas, quando o dia se anunciará,
Deixando a lua para trás.

Somos amigas.
Nossas vozes uníssonas
Choram a mesma tristeza e partilham a mesma alegria...