Hoje é dia de renascer,
De morrer lembrança e cantar novas músicas.
Hoje é dia.
O meu dia.
Porém, nada faz sentido.
Nem presentes,
Nem o mundo,
Nem riquezas.
Apenas o abraço.
Que nunca veio,
Que nunca chega,
Que não tenho.
Não porquê você se foi,
Seria mais fácil.
Sim, porquê não me vê,
Nem está por perto,
Nem faz questão.
É, Mãe...
Hoje, 34,
Sem teu beijo.
Quarta-feira, Agosto 27, 2008
Terça-feira, Agosto 19, 2008
Onde
Onde estávamos, meu Bem,
Quando o trem do bem querer passou?
Quando os dias deram claros sinais
E o anoitecer caiu sobre nossos ombros?
Onde estávamos, Querido?
Deixamos viver o mal e escapar o bem,
Não vimos nossos sonhos escorrerem,
Nem as lutas esmorecerem e os pés cansarem?
Onde estávamos, Amigo?
Esquecemos as lutas
Deixamos o tempo levar
Nosso amor cotidiano,
e o brilho do nosso olhar?
Quando o trem do bem querer passou?
Quando os dias deram claros sinais
E o anoitecer caiu sobre nossos ombros?
Onde estávamos, Querido?
Deixamos viver o mal e escapar o bem,
Não vimos nossos sonhos escorrerem,
Nem as lutas esmorecerem e os pés cansarem?
Onde estávamos, Amigo?
Esquecemos as lutas
Deixamos o tempo levar
Nosso amor cotidiano,
e o brilho do nosso olhar?
Quinta-feira, Agosto 14, 2008
Rua
O vai e vem dos motores,
O cheiro de fumaça,
Pulmões em desgraça,
Olfatos contundidos por odores.
Amarelo é o dia,
Que de cinzas enche meu peito.
Maldito desenvolvimento que esconde estrelas,
Desconstruindo o progresso,
Nos fazendo acreditar em asneiras.
O cheiro de fumaça,
Pulmões em desgraça,
Olfatos contundidos por odores.
Amarelo é o dia,
Que de cinzas enche meu peito.
Maldito desenvolvimento que esconde estrelas,
Desconstruindo o progresso,
Nos fazendo acreditar em asneiras.
Sábado, Agosto 09, 2008
Venha
Não venhas me dizer, Meu bem,
Entredentes,
Que sem mordidas fica tudo mais quente.
Nem venhas tocar-me
Com dedos moles e voluptuosos,
Dá-me teu vigor...
Venha com fome, Meu bem,
De carícias exploratórias,
Agarrando meus pêlos,
Lambendo meus poros,
Um-a-um...
Catalogue as marcas de vida
Geograficamente espalhadas pelo meu corpo,
Se deite, se deleite...
Meu bem.
Entredentes,
Que sem mordidas fica tudo mais quente.
Nem venhas tocar-me
Com dedos moles e voluptuosos,
Dá-me teu vigor...
Venha com fome, Meu bem,
De carícias exploratórias,
Agarrando meus pêlos,
Lambendo meus poros,
Um-a-um...
Catalogue as marcas de vida
Geograficamente espalhadas pelo meu corpo,
Se deite, se deleite...
Meu bem.
Segunda-feira, Agosto 04, 2008
Vida
Um dia fui rainha;
N'outro plebéia.
Coroaram-me estrela,
Me deram pedestais,
Me enfeitaram de flores;
Cubriram-me de aplausos.
Um dia fui gente,
N'outro, nada.
Tornei-me navegadora numa viagem sem volta,
Avancei por caminhos tristes,
E outros flóreos.
Conheci um sem fim de gentes;
Fui amada, bajulada, calçada.
Detestada, ofendida, contestada.
Hoje sou apenas eco
De um tempo que vivi...
N'outro plebéia.
Coroaram-me estrela,
Me deram pedestais,
Me enfeitaram de flores;
Cubriram-me de aplausos.
Um dia fui gente,
N'outro, nada.
Tornei-me navegadora numa viagem sem volta,
Avancei por caminhos tristes,
E outros flóreos.
Conheci um sem fim de gentes;
Fui amada, bajulada, calçada.
Detestada, ofendida, contestada.
Hoje sou apenas eco
De um tempo que vivi...
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