Páginas

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Nota de Repúdio

Há alguns dias, o jornal Valor Econômico fez uma resenha do meu novo livro, Sem Vestígios - revelações de um agente secreto da ditadura militar brasileira.
Não sei o motivo eplo qual a jornalista Maria Inês Nassif pegou uma frase do meio do livro, "alguns militares acusam Zé Dirceu de agente duplo na época da repressão, e deu ênfase ao assunto.
(Eu, equivocadamente, deixei passar numa nota de rodapé, que o diário de carioca teria a informação, mas não tem. É afirmação de um coronel e de outros militares.)

O livro não trata de Zés Dirceus, sim dos porões da ditadura. É uma denúncia grave e importantíssima de que o governo militar sabia sobre os acontecimentos, e do tratamento dispensado aos presos políticos, e nada fazia para conter abusos.
Mostra que agentes da repressão agiam por livre e espontânea vontade e estavam embriagados pelo poder de vida e morte que tinham em suas mãos.
O livro fala de esquartejamentos, execuções e sequestros.
Dá nomes de comandantes bárbaros e aponta direções para que as Forças Armadas sejam responsabilizadas pelo sangue que engraxava as botas de militares (e civis, como o Fleury).


A partir da matéria do Valor, Paulo Henrique Amorin afirmou em seu blog que eu teria acusado o ex-ministro Zé Dirceu de agente duplo.
Não é verdade. Nem o Valor, nem PHA me ouviram.
Depois de uma nota deixada no blog os jornalista, Paulo Henrique me ligou. E, covardemente, sem me avisar da gravação e que iria publicar meu áudio, gravou uma entrevista em que ele tenta me induzir a acusar o Zé.
Não o fiz, não acredito nesta acusação e não tenho documentos oficias que comprovem a acusação.

Não satisfeito com a covardia de me gravar sem avisar, e não tendo conseguido seu objetivo, ele publicou a entrevista com o título "esquentado" de: Autora que denuncia Zé Dirceu pede abertura de arquivos.
O correto seria: Autora que NÃO denuncia Zé Dirceu pede abertura de arquivos...

Ora, ora, se paulo Henrique Amorin renegou ao bom jornalismo, que não tente fazer o sério trabalho dos outros parecer menor e banal.
Não é por eu não aparecer em TV e nem ficar assinando meu nome em revistas que eu não saiba fazer jornalismo. Não sou estrela, sou jornalista e o meu compromisso é com a verdade. Não esquento material e não tento induzir as pessoas a falarem o que eu desejo ouvir. Não é assim que um bom jornalista age.

PHA, não jogue meu nome e meu livro no limbo da sua implicância com o Zé Dirceu.