segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Aguerrido

Eu grito.

Um grito forte, estrondoso.
Não tenho medo, nem penas,
Sou lutadora do dia-a-dia,
Sem pão, sem sal.
Sem amor, nem pudor.

Eu grito, Peço paz.
Parem de derramar meu sangue.
Eu também sou deste solo!

Sou filha dos dias ensolarados,
E das noites abrasileiradas.

Sou aguerrida.

Mato a fome dos meus poros com a cantoria de guerra
do dia-a dia.
Padeço para falar a palavra que me fazem comer
Como se fosse o cão, não o pão.
É a falta dela que me mata.

Este silêncio que maltrata...

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