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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lançamento Oficial



Taís Morais lança em Brasília seu novo livro-bomba:
"Sem Vestígios - revelações de um agente secreto da ditadura militar brasileira " um lançamento da Geração Editorial

CARIOCA, UM AGENTE SECRETO VAI FAZER VOCÊ DESCER AOS PORÕES MAIS REVOLTANTES DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA, NOS ANOS 70

Prepare-se para uma experiência chocante: Carioca, o agente secreto da ditadura militar cuja trágica história é contada neste livro, vai fazer você descer aos porões mais revoltantes da ditadura militar brasileira, principalmente na fase da guerra suja contra os grupos de esquerda, nos anos 70.

Imagine a seguinte cena: nosso homem, que ajudou a prender o líder comunista David Capistrano da Costa, é acordado no meio da noite, por um colega, que o leva para assistir aos últimos momentos do infeliz personagem: preso, interrogado, torturado, aparentemente ele já não é útil e os comandantes militares do Palácio do Planalto já deram a ordem: matar e desaparecer com o corpo. E o corpo está lá, espedaçado, pendurado em ganchos, uma costela aqui, uma perna ali, pingando sangue. Carioca, o agente - cujo final também haveria de ser trágico – tem engulhos, o estômago se revolve, mas, ao lado dele, outro agente ri cinicamente: o inimigo derrotado já não serve para nada e precisa ser descartado – sem deixar Vestígios.

Esta é a questão: que vestígios sobraram daquele período negro em que homens, mulheres e até crianças, alguns deles inocentes, foram presos, torturados e mortos com requintes de sadismo por verdadeiras bestas que operaram num verdadeiro açougue humano?

Carioca, o agente que infelizmente é preciso deixar anônimo, deixou numa caixa os vestígios de suas ações e seu remorso. Seu depoimento fragmentado e atormentado, que Taís Morais costurou em livro, é uma acusação mais que terrível: ele estava lá, participou dos atos. Investigou, prendeu, interrogou, matou. Algumas vezes matou sem necessidade, matou porque quis. Outras vezes, tentou não matar, mirou para errar o corpo. Mas os outros haveriam de acertar.

Este livro dramático, terrível, em que pela primeira vez uma testemunha das atrocidades revela que estava lá e foi daquele jeito mesmo, terá sem dúvida uma repercussão intensa nos meios políticos e militares. Muitos de seus personagens – os presidentes Médici e Geisel, o general Antônio Bandeira – estão mortos e só poderão ser julgados pela História. Outros, porém, estão vivos e seus nomes não foram poupados. A sociedade brasileira discute no momento o que fazer com este lixo do passado. Esquecer, já que houve uma anistia? Responsabilizar, ainda que ninguém seja preso de fato? Deixar de lado, finalmente, a busca de corpos que foram transformados em cinzas ou comida de peixes e não podem ser resgatados?

O projeto era não deixar vestígio algum: documentos, corpos e até algumas testemunhas, que foram convenientemente apagadas. Mas alguma coisa imprevista ficou: o depoimento desse agente atormentado e cheio de remorsos que se lê com ansiedade e apreensão. Taís Morais, autora também de Operação Araguaia – os arquivos secretos da guerrilha teve em mãos um conjunto de informações que nenhum brasileiro jamais teve... O resultado é este livro incômodo e aterrador.

Por:
Luiz Fernando Emediato

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


É com muito orgulho que anuncio o lançamento do meu novo livro. Será na Livraria Siciliano do Park Shopping, Brasília-DF, às 18 horas do dia 3/12/2008.

A obra se chama Sem Vestígios - as revelações de um agente secreto da ditadura militar brasileira.

É um relato contundente de várias ações dos ex-agentes da repressão contra os movimentos reacionários ao regime de exceção. Um livro que vem com nomes fictícios, mas todos os personagens são reais.

Ontem recebi uma crítica de um jornalista dizendo que ele não trabalhava com fontes em OFF e que não reconhecia meu trabalho como jornalista. e que havia visto apenas o meu "retratinho no livro do Eumano Silva". Foi uma carta feroz, ofensiva e triste. Isso porque fiz uma crítica à uma matéria escrita por ele. Mal sabe ele que Eumano, que vive dizendo por aí que o livro Operação Araguaia é dele, foi convidado por mim para escrevermos a obra vencedora do prêmio Jabuti de melhor livro reportagem em 2006. Todas as 1167 páginas de documentos inéditos publicados ali foram conseguidos por mim. Além do mais, até em sua resposta feroz, o repórter errou informações.

A resposta a esse tipo de ataque fica por conta da História.

Minhas fontes são em OFF, por não poderem ser identificadas. Não são meros figurantes de um passado, sem nada a perder se mostrarem suas caras. São pessoas com carreiras brilhantes e nomes respeitados. Mas que não concordam em aparecer por um momento de fama e uma vida inteira de luta jogada no lixo.

Espero que os brasileiros e todos os meus leitores gostem do livro, que não foi nada fácil ser escrito, muito menos digerido.

Grande abraço e aguardo vocês no lançamento.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Aguerrido

Eu grito.

Um grito forte, estrondoso.
Não tenho medo, nem penas,
Sou lutadora do dia-a-dia,
Sem pão, sem sal.
Sem amor, nem pudor.

Eu grito, Peço paz.
Parem de derramar meu sangue.
Eu também sou deste solo!

Sou filha dos dias ensolarados,
E das noites abrasileiradas.

Sou aguerrida.

Mato a fome dos meus poros com a cantoria de guerra
do dia-a dia.
Padeço para falar a palavra que me fazem comer
Como se fosse o cão, não o pão.
É a falta dela que me mata.

Este silêncio que maltrata...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Re...

As coisas novas
Todas sufocadas pelas antigas,
Pelos segredos,
Pelos erros,
Pelos desalentos.

As novas,
Boas,
Bossas,
Soterradas pelos
Deslizes.

E fim.