sábado, 26 de janeiro de 2008

Saudades

Sinto saudades
quando meus silêncios invadem
A pele nua do travesseiro vazio.

Há uma saudade
Instalada no canto que antes você ocupava,
Das mãos que me faziam carícias,
Dos olhos que ardiam em súplica pelo meu corpo.
Da língua macia a passear pelos meus pequenos lábios.

Há uma saudade imensa
Que sinto ao me deparar comigo mesma,
Sem teus verdes olhares a despirem meus desejos,
E derrubando ao chão, meus joelhos e preconceitos...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ano

Faz um ano, meu amor...

Que tudo começou,
Se encaixou,
Ajudou,
Alegrou,
Convenceu.

Que tudo que veio, foi.
O que era doce, azedou,
Descompressou,
Passou.

Faz um ano, amor...

E tudo o que você prometeu, levou.
A construção desmoronou,
Meu peito chorou,
Meu sorriso se fechou...

Redesenho

Sinto vontade de ter teus doces olhos
De novo sorridente,
Sem antigas mágoas e sem incandecências raivosas,
Na minha Vida.

Gostaria de redesenhar teu rosto em meu peito,
Saltar novos abismos,
Esquecer as agruras,
Arrumar a bagunça deixada pelos caminhos...

Desejo a renovação da tua imagem querida
Nos meus livros,
A revelação da verdade nos meus esconderijos,
Você em mim...

Sem ontens.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Ruínas

Ao amor, os ombros...
Soberba vadia dessa tu'Alma vazia.
Estremecem terras e mares,
Sob os olhares mortos e detidos no nada.

De outrora, escombros.
Promessas não cumpridas,
Vendaval que interrompeu o carnaval,
Sonhos perdidos no meio do caminho...

De nós dois, ruínas...
Tempo esfacelado pelo egoísmo e
Pela falta de vontade de fazer o tempo não parar...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Coração

Meu coração tornou-se náufrago,
Perdido entre ondas e mares.
Abriu armários e jogou velhas lembranças fora.
Bateu os braços e cuspiu a água salgada que ressecava a língua.

Meu coração tornou-se náufrago....
Náufrago de um tempo que não chegou.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Dor

A chuva tarda a chegar,
Sinto meu coração ressecar junto com a terra,
Vermelha, triste e solitária.
Vazia de alegria e sementes.

A chuva tarda a cair,
E o meu ventre resseca sem a tua caudalosa umidade.
Sem os teus grossos gemidos,
Sem tua cálida presença.

A viagem mais recente

algumas notas