Conta aqui o segredo, minha Vida,
Das tuas palavras macias,
Do teu sorriso encantador,
Da tua ginga enlouquecedora.
Conta aqui o segredo, meu Bem...
Da Insustentável Leveza do meu Ser,
Do Contentamento perfeito da minh'Alma,
Da Loucura dos meus poros por teus cam(r)inhos.
Quarta-feira, Maio 30, 2007
Terça-feira, Maio 29, 2007
Ação
Faça de mim a tua vida,
Tua ida e tua volta.
Transforme minhas mãos em teus desejos,
E meus toques em tuas sensações.
Deixe que minha boca beba tua seiva,
Se encharque com teus beijos,
Se encha de palavras tuas
Para alimentar as vontades minhas.
Faça das curvas selvagens do meu corpo
Tuas trilhas a serem desbravadas.
Tua ida e tua volta.
Transforme minhas mãos em teus desejos,
E meus toques em tuas sensações.
Deixe que minha boca beba tua seiva,
Se encharque com teus beijos,
Se encha de palavras tuas
Para alimentar as vontades minhas.
Faça das curvas selvagens do meu corpo
Tuas trilhas a serem desbravadas.
Segunda-feira, Maio 28, 2007
Tempo

Em tempos como estes,
De fuga, de luta, de pó.
De Choro, cansaço e solidão.
Em dias que não passam,
Que me cansam,
Me ultrapassam,
Me delimitam.
Em noites sem lua,
De estrelas apagadas,
De palavras e sonhos desfeitos,
Somente as tuas mãos calorosas,
Tua pele macia e teu amor
Me fazem não padecer...
Não morrer trinta vezes a cada hora.
Quinta-feira, Maio 24, 2007
Manhã

Abro os olhos e sinto
O frio que penetra incansável pela fresta da janela entreaberta.
O vento que há pouco embalava meus sonhos,
Corta agora a minha alma...
Pela falta de você,
Do teu corpo tão perto,
Da tua alegria tão minha,
Do teu hálito tão morno...
A manhã que soa solidão,
O tempo que não passa,
O dia que se esconde,
A noite que me amedronta...
Quando não estás.
Terça-feira, Maio 22, 2007
Nuvem
Eu não quero a tua ida,
Não entendo o meu céu sem a sombra da tua alegria.
Não desejo que te vás
Tal qual nuvem passageira.
Não derrames lágrimas dos meus olhos,
Não sejas como a chuva de verão, tórrida e efêmera.
Seja todas as minhas estações,
Beije a minha face, aninha-me em teu peito,
E me ame...
Como se eu fosse o eternizar do tempo para ti...
Não entendo o meu céu sem a sombra da tua alegria.
Não desejo que te vás
Tal qual nuvem passageira.
Não derrames lágrimas dos meus olhos,
Não sejas como a chuva de verão, tórrida e efêmera.
Seja todas as minhas estações,
Beije a minha face, aninha-me em teu peito,
E me ame...
Como se eu fosse o eternizar do tempo para ti...
Sexta-feira, Maio 18, 2007
Anseio

Anseio que teus beijos provoquem minha libido e alegria,
Pois tu és a casa segura da minh'alma.
Anseio por teus passos em meus caminhos,
E teus abraços na minha chegada.
Permita Deus que tu venhas ao meu encontro,
Pois teu peito forte é meu acalanto,
Teu corpo, refúgio para meus olhos cansados,
E tuas mãos, abrigo seguro para guardar-me das minhas próprias guerras.
Quarta-feira, Maio 16, 2007
Distantes caminhos próximos

Ouço tua voz ali, tão próxima dos meus ouvidos...
Entendo as palavras e canções que escalam as paredes do meu coração.
Quase sinto teu resfolegar,
Que finge não querer-me, me engana dizendo não saber.
Ouço tua voz e sobram recordações,
De um tempo que não foi,
Do teu cheiro no meu pescoço,
Da noite de amor nunca vivida...
Ouço tua voz tão próxima de mim,
E vejo teu corpo tão distante.
Releio as letras que ficaram congeladas no tempo,
Te gosto, meu bem, te gosto...
Portanto, não te vás nunca mais
Segunda-feira, Maio 14, 2007
Fraturas da Alma
Sigo esta jornada solitária para desaprender a infelicidade.
Olho meus olhos em um espelho quebrado, carregado durante as minhas andanças,
Para não me esquecer quem sou, para lembrar onde estou.
Tenho um tênis velho e a foto de um cachorro antigo,
Levo no alforje uma taça para vinho ordinário e uma tesoura.
Tapetes me servem de colchonete e band-aids atam meu coração.
Na valise surrada vai um sorriso postiço usado em dias de chuva.
Guardo pedaços de uma vida em mosaicos.
Carrego a mágoa de um mundo desérto de fraternidade,
O mesmo mundo que me des-Ensinou a amar,
A desprezar o ser humano vil e amante da prata.
Não tenho camisas novas,
Nem roupas que me cabem.
Tenho apenas um amor no peito.
Amor eleito, bem feito,
Esquecido, empoeirado...
Tenho na boca um gosto de sangue
Das vinganças empreendidas,
Dos temores que tive,
Das belezas que apenas eu vi e
Dos desejos que senti.
Levo comigo a dor que o céu despejou sobre mim,
E o sorriso dos mortos que tanto admirei.
O passado é o moinho da minha alma...
Olho meus olhos em um espelho quebrado, carregado durante as minhas andanças,
Para não me esquecer quem sou, para lembrar onde estou.
Tenho um tênis velho e a foto de um cachorro antigo,
Levo no alforje uma taça para vinho ordinário e uma tesoura.
Tapetes me servem de colchonete e band-aids atam meu coração.
Na valise surrada vai um sorriso postiço usado em dias de chuva.
Guardo pedaços de uma vida em mosaicos.
Carrego a mágoa de um mundo desérto de fraternidade,
O mesmo mundo que me des-Ensinou a amar,
A desprezar o ser humano vil e amante da prata.
Não tenho camisas novas,
Nem roupas que me cabem.
Tenho apenas um amor no peito.
Amor eleito, bem feito,
Esquecido, empoeirado...
Tenho na boca um gosto de sangue
Das vinganças empreendidas,
Dos temores que tive,
Das belezas que apenas eu vi e
Dos desejos que senti.
Levo comigo a dor que o céu despejou sobre mim,
E o sorriso dos mortos que tanto admirei.
O passado é o moinho da minha alma...
Quinta-feira, Maio 10, 2007
Prenhez
Em dias cinzas e gélidos,
Recordo-me das nossas pernas que já amanheceram sobrepostas.
Dos sonhos que acordaram unidos pelo mesmo querer,
E da alegria dos nossos dedos entrelaçados por anéis e objetivos.
Nos dias mais frios,
Minh'alma enrigelada clama por
Teus olhos e dentes cravados em minha pele,
Pela prenhez de vida que tu semeias em mim...
Recordo-me das nossas pernas que já amanheceram sobrepostas.
Dos sonhos que acordaram unidos pelo mesmo querer,
E da alegria dos nossos dedos entrelaçados por anéis e objetivos.
Nos dias mais frios,
Minh'alma enrigelada clama por
Teus olhos e dentes cravados em minha pele,
Pela prenhez de vida que tu semeias em mim...
Terça-feira, Maio 08, 2007
Amor em gotas

Beba-me, Senhor da minha Alma...
Resfolega entre minhas palavras, beijos,
Mordidas e sussurros.
Salga-me a pele e costas,
Com teus suores tão meus.
Mima as meninas dos meus olhos,
Entretendo-as com teus olhares.
Presenteia-me com teus sorrisos,
Enfeitando a minha boca.
E voa...
Se solidifica em mim.
Segunda-feira, Maio 07, 2007
Sonho
Quem dera eu ter agora, a tua respiração.
Ter tuas mãos passeando pelo meu corpo,
Sem direção.
Quem dera ter agora,
o teu corpo macio sobre meus lençóis.
Tuas alegrias pelos meus olhos,
E tuas palavras pela minha boca...
Quisera eu sentir agora, meu bem,
A tua língua em meus mamilos rijos,
Incendiados de tanto desejo.
Quisera eu ter teus líquidos agora,
Como rios caudalosos
Correndo em mim...
Ter tuas mãos passeando pelo meu corpo,
Sem direção.
Quem dera ter agora,
o teu corpo macio sobre meus lençóis.
Tuas alegrias pelos meus olhos,
E tuas palavras pela minha boca...
Quisera eu sentir agora, meu bem,
A tua língua em meus mamilos rijos,
Incendiados de tanto desejo.
Quisera eu ter teus líquidos agora,
Como rios caudalosos
Correndo em mim...
Quarta-feira, Maio 02, 2007
Embalada
Socorre meu corpo, meu bem,
Encontre meus desvãos e neles se desmanche.
Percorra meu continente,
Ouça meus sons,
Me ritma...
E se embale em mim...
Encontre meus desvãos e neles se desmanche.
Percorra meu continente,
Ouça meus sons,
Me ritma...
E se embale em mim...
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