segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

outro mar

Corre agora o algoz e fugidio contentamento
De sonhos com um tempo
Em que minhas alegrias eram tuas gargalhadas.

Flui em mim agora,
Um rio novo e intenso
Que lava dos meus olhos ainda chorosos
A lembrança do orgasmo cego que te pegou desatento.

Corre o maldito relógio,
Leva as horas cansadas,
Adulteradas como meu pensamento
Que não mais lamenta a tua ausência.

Já escuto os acordes de outra guitarra
E queima o desejo de amar, navegar e me perder
Em novos dentes, sonhos e cabelos.

De diferentes dedos a me tocar, beijar...
Me deleitar nas águas internas quentes e úmidas;
Para depois me estender exausta
À beira doutro mar.

A viagem mais recente

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