segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O dia

Eu te vejo:
Meus olhos incrédulos enxergam o vazio
Da tua alma sem amor,
Das tuas frases tristes,
Da tua expressão sem vigor.

Meus braços caem ao longo do corpo,
Agarram-se aos bolsos antes lotados de ilusão,
Suportam o peso do abraço não recebido,
Sustentam com bravura a minha própria solidão.

Meus lábios se abrem em uma pequena curva,
Quase um sorriso de lamento,
Pelas mãos que não se deram,
Pelo beijo que não aconteceu,
Pelas ruas que não trilhamos,
Pelo dia que amanheceu sem as nossas presenças.

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