sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Fuga

Do nada surgiu a falta de calma,
Esta ansiedade inoportuna.
Minhas vísceras doem,
E minha vida foge por entre meus dedos moles...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O dia

Eu te vejo:
Meus olhos incrédulos enxergam o vazio
Da tua alma sem amor,
Das tuas frases tristes,
Da tua expressão sem vigor.

Meus braços caem ao longo do corpo,
Agarram-se aos bolsos antes lotados de ilusão,
Suportam o peso do abraço não recebido,
Sustentam com bravura a minha própria solidão.

Meus lábios se abrem em uma pequena curva,
Quase um sorriso de lamento,
Pelas mãos que não se deram,
Pelo beijo que não aconteceu,
Pelas ruas que não trilhamos,
Pelo dia que amanheceu sem as nossas presenças.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Doce

Sabe, meu bem...
Tem dias em que,
Quando a noite vem,
Sinto falta dos teus pés...

Na verdade,
Preciso da tua boca para degustar...

...A minha Sobremesa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

ponta

O mundo, de repente,
Virou de atnop açebac.
E eu,
No turbilhão da emoção,

Esqueci de me agarrar ao lustre.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Luzes

A cidade me parece amarela,
Sem graça, poluída.
Um odor fétido de marionete e bandidagem paira sobre mim.
Receio que os postes caiam,
E que as ruas esburaquem, ainda mais,
Pela ação do tempo e dos ratos...

A cidade me parece amarela,
Talvez por causa das luzes,
Ou do veneno para mosquitos...

sábado, 8 de setembro de 2007

Ré - sposta

Confesso, Amor,
O dia não é belo,
O vento não sopra ameno,
Nem o céu é tão azul sem teus olhos límpidos...

Minha vida não é alegre,
A palma das minhas mãos vazias,
E o pulsar do meu peito é fraco...

Sou a ré no crime de te amar demais,
E respondo por ele...
Amando ser tua e ter você em mim...

A viagem mais recente

O tempo....