sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Sujeito

Minha vida é feita de frases soltas,
Mas tem o seu predicado.
Sou um texto seco, curto, direto...

E tu, o meu Sujeito.

domingo, 26 de agosto de 2007

Desejo

Que os dias passem
Amenos,
lúcidos,
Transparentes...

Que a boca se abra em sorrisos,
beijos,
palavras bonitas.

Que o amor chegue,
Que o corpo envelheça,
Que a saudade não me consuma...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Resolução

Não é fim de ano,
Nem de Semana.

Em alguns dias,
Mais rugas aparecerão na minha face,
Fios se descobrirão no meu cabelo,
Como em um 3x4 antigo,
Amarelo como as marcas de tinta-óleo no
Papel de parede.

Não é fim,
Nem começo,
É apenas o tempo passando...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Vento

O Vento está forte lá fora,
E na falta dos teus dedos,
É ele quem penteia meus cabelos.

Seu hálito gelado me cobre de saudades,
Seus braços voluptuosos me envolvem,
Me convidam e aumentam a falta de você.

E eu choro para que o Vento Amigo leve até você
O meu lamento.
O meu Sussurro.
Para que minha lágrima beije teus olhos.

E tu não te esqueças de mim...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Início

No princípio eram seus olhos...
O Olhar penetrante, claro, límpido
Que me deixava hipnotizada, alegre.

Depois foram os risos, suas costas fortes
A suportar meu peso, minha manha.
Foram teus beijos amáveis, cheios de amor e libido
Que conquistaram meu coração rude e seco.

Então, vieram os dias e noites partilhados,
Vividos, sorridos, vencidos.
São as janelas embaçadas,
Os joelhos dobrados em preces pela eternidade...

Agora são as flores,
As pérolas do conhecimento,
Do companheirismo,
Da verdade de um amor que alimenta...

É você.
O início da minha vida,
O fim das minhas lágrimas.
O meu Amor inteiro.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Silêncio

Sem palavras, meu amor, sem palavras.

Hoje meu mundo está sem janelas,
Minha noite amarela,
E a minha tristeza é infinita...

Sem frases feitas, meu amor,
E sem olhares,
Hoje tenho uma arma branca cravada no peito.

Sou a mudez dos dias cinzas
E a amargura do mar revolto.

Por isso, não sou, nem tenho palavras.

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Plágio