terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Um conto de natal

Juanita acordou contente na véspera de natal.
levantou seu corpo nos cotovelos e olhou pela janela, um belo sol despontava no horizonte...
Dia de sair para uma bela caminhada, pensou.
Pulou da cama, se arrumou, se penteou, tomou uma xícara de café.
Havia passado a noite inteira ansiosa, combinara um passeio com um rapaz a quem conhecera ainda na infância. Passaram 20 anos sem se ver, e um dia se encontraram ao acaso.
Juanita queria vê-lo há tempos, mas suas vidas ocupadas sempre os impediam. A ansiedade cresceu e floresceu no peito - de ambos.
Ela pedia a Deus que ele não fosse tão interessante quanto imaginava, que estivesse feio, que fosse boçal. No fundo sabia que ele não era, mas não queria se envolver com ninguém.
Ela estava certa, ele tinha tudo o que uma mulher poderia desejar.
Gentil, cavalheiro, alegre, sorridente, sem vaidades e sem dinheiro, como ela. O que o tornava mais interessante. Estava cansada de homens bem de vida e ordinários.
Passearam, conviveram, se apaixonaram.
Juanita ficou feliz.
Enviara uma cartinha ao Papai Noel pedindo um amor.
Ele mandou o presente desembrulhado e pronto para ser amado, e com bônus.
Ele tinha os olhos da cor do mar - a preferida de Juanita.

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